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ODS 2.4-AM: entendendo o papel de redes sociais sobre a segurança alimentar ante extremos climáticos no Amazonas

Resumo

O Estado do Amazonas é um caso muito relevante no Brasil em termos de segurança alimentar, pois por um lado apresenta uma pujança de recursos naturais para alimentação mas por outro tem algumas das piores estatísticas em termos nutricionais. O Estado apresenta um nítido gradiente leste-oeste de vulnerabilidade nutricional, com Manaus apresentando uma vulnerabilidade média, e municípios no extremo oeste do Estado, apresentando uma vulnerabilidade muito alta. Embora o Amazonas esteja sujeito a extremos climáticos frequentes (como a seca de 2015/2016), as políticas estaduais de mudanças climáticas e de segurança alimentar não são alinhadas em termos de ação. Entende-se por exemplo que a compreensão da forma em que as relações entre pessoas e comunidades se configuram (redes sociais) pode melhorar a capacidade de resposta dessas populações às mudanças no clima e ensejar ações que mantenham ou aumentem seu nível de segurança alimentar à medida que estejam organizadas de forma colaborativa e diversa. Sendo assim, este projeto tem como objetivo geral mapear as relações locais e extra-locais entre os diferentes atores sociais em torno do acesso e utilização de um conjunto específico de serviços ecossistêmicos ligados à segurança alimentar. Isso será feito em três municípios ao longo do gradiente de segurança alimentar do Amazonas: Manaus, Carauari e Tabatinga. Essa investigação será possível a partir da: (i) análise sistemática dos serviços ecossistêmicos utilizados pela comunidades/bairros estudados e que tenham relação com a segurança alimentar; (ii) pelo cálculo de índices de extremos climáticos e como eles afetaram(ão) o uso desses serviços no passado (e no futuro); (iii) análise da organização em redes sociais das comunidades-foco e sua relação com uso dos serviços ecossistêmicos e segurança alimentar; e (iv) pela proposição de uso de serviços ecossistêmicos e organização em redes sociais ideais para manutenção ou melhoria da segurança alimentar. O plano de trabalho se baseia sobretudo no levantamento de dados primários através de entrevistas em comunidades/bairros selecionados e levantamento e análise de dados secundários (socioeconômicos e climáticos), o que justifica um orçamento bem dividido entre bolsas e despesas de custeio, mas como pouca necessidade de material permanente. Ao fim, espera-se que os resultados deste projeto forneçam indicadores práticos para que o Estado do Amazonas atue de maneira sinergística em relação às suas políticas de segurança alimentar e de mudanças climáticas - por exemplo através da transferência de tecnologias sociais entre diferentes comunidades/populações do estado, contribuindo ao fim para o cumprimento da meta 4 do 2o Objetivo do Desenvolvimento Sustentável, que relaciona segurança alimentar com agricultura sustentável e ecossistemas equilibrados. (AU)

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