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Avaliação da bioacumulação e toxicidade de nanomateriais anti-incrustantes inovadores em invertebrados marinhos neotropicais e subtropicais

Processo: 20/03004-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de abril de 2021 - 31 de março de 2023
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia Aplicada
Pesquisador responsável:Denis Moledo de Souza Abessa
Beneficiário:Denis Moledo de Souza Abessa
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB-CLP). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus Experimental do Litoral Paulista. São Vicente , SP, Brasil
Pesq. associados:Cristiane Angélica Ottoni ; Fernando Cesar Perina ; Jeamylle Nilin Goncalves ; Lucas Buruaem Moreira ; Paloma Kachel Gusso Choueri ; Renata de Britto Mari ; Rivelino Martins Cavalcante ; Roberto Carlos Domingues Martins ; Rodrigo Brasil Choueri ; Rubens Cesar Lopes Figueira ; Susana Patrícia Mendes Loureiro
Assunto(s):Biocidas  Biomarcadores  Nanotecnologia  Ecotoxicologia 

Resumo

Desde o banimento do tributilestanho (TBT) como agente biocida, vários compostos têm sido testados como princípio ativo de tintas anti-incrustantes, como o DCOIT, ou Sea-Nine (4,5-dicloro-2-n-octil-4-isotiazolina-3-um), o qual tem sido utilizado na formulação de tintas anti-incrustantes de terceira geração. Nanomateriais também vêm sendo usados como antimicrobianos, em especial a nanopartícula de prata (AgNP). Atualmente, novos compostos de ação anti-incrustante vêm sendo desenvolvidos, agregando nanocapsulas de sílica impregnadas de prata e contendo DCOIT, visando diminuir os riscos ambientais e aumentar a efetividade da ação anti-incrustante. Contudo, existem poucos estudos relatando os efeitos ecotoxicológicos dessas substâncias isoladas e combinadas sobre organismos não-alvo e seus riscos ecológicos; além disso, seus mecanismos de ação em níveis celular e bioquímico ainda são pouco compreendidos. O objetivo do presente projeto é determinar a toxicidade de sais de Ag, do DCOIT, de nanocapsulas de sílica simples e impregnadas de prata, assim como as respectivas nanocápsulas contendo DCOIT para espécies de invertebrados marinhos, assim como elucidar os principais mecanismos de ação dessas substâncias, de forma a fornecer algumas informações sobre os riscos ecológicos relacionados com esses novos biocidas. Para tal serão realizados testes de toxicidade crônica e aguda, usando as seguintes espécies: Nitocra sp (Copepoda), Tiburonella viscana (Amphipoda), Kalliapseudes schubartii (Tanaidacea), embriões de mexilhão Perna perna (Bivalvia) e ouriço do mar Echinometra lucunter (Echinodermata), e Artemia sp (Anostraca). Os respectivos mecanismos de ação a nível celular e bioquímico serão analisados através de técnicas de biomarcadores bioquímicos (GST, GSH, GPx, Lipoperoxidação, Danos em DNA, ATPases, e Caspases), celulares (Vermelho neutro) e histológicos, utilizando como organismo-teste o molusco Perna perna, para detectar os efeitos biológicos provenientes da exposição a concentrações ambientalmente relevantes desses compostos. Tal proposta tem caráter inovador, pois se trata do primeiro estudo a considerar os efeitos tóxicos desse conjunto de substâncias sobre organismos não-alvo de ambientes neotropicais. Os resultados obtidos fornecerão importantes informações para o desenvolvimento de novos materiais anti-incrustantes, assim como sobre os efeitos e riscos ecológicos da contaminação ambiental por esses compostos, gerando dados que poderão auxiliar na elaboração de ferramentas para a redução dos impactos ambientais por essas tintas, seu biomonitoramento, além de gerar subsídios para futuras legislações ambientais (AU)