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Imunopatogênese da COVID-19 em modelos experimentais e vacina nasal anti-SARS-CoV-2

Resumo

O mundo passa por um momento dramático. A pandemia de SARS-CoV-2 já atingiu mais de 2 milhões de pessoas no mundo, causando até o momento, cerca de 160.000 mortes. A COVID-19 se caracteriza por um início de febre e tosse, que evolui para pneumonia. 1. Estudos mostram que a maioria das pessoas apresentam sintomas de resfriado, que cedem após 10-14 dias. Todavia, em alguns pacientes, a doença pode evoluir para uma forma mais grave, havendo necessidade não só de hospitalização, mas de ventilação mecânica. 2. A velocidade de alastramento e a gravidade dos sintomas acarreta sérios problemas de saúde pública, principalmente a superlotação dos hospitais, havendo necessidade de ações rápidas de mitigação. A COVID-19 grave evolui com uma pneumonia aguda, bilateral e periférica, evidente de acometimento alveolar 2. De fato, tanto pneumócitos como macrófagos expressam ACE-2, o receptor de invasão viral. 3. Com isso, os mecanismos inatos e adaptativos da resposta imune são ativados, causando inflamação pulmonar caracterizada por intenso infiltrado linfo-monocítico e cytokine-storm. 4. Sendo assim, além do controle da carga viral, o controle da produção e citocinas, têm ambos, papel fundamental no desfecho da COVID-19. De forma interessante, crianças não são grupos de risco, diferente de pacientes acima de 60 anos. De fato, a letalidade neste grupo pode chegar a 20%. Além disso, comorbidades como hipertensão, diabetes, cardiopatia e pneumopatia aumentam a susceptibilidade. 5. Tal fato se dá, provavelmente, pelo aumento da expressão do receptor de invasão viral ACE-26. O conhecimento desses mecanismos é essencial para que possamos enfrentar a doença de forma efetiva. Para tanto, o estabelecimento de um modelo experimental que reproduza as características da doença humana é fundamental. Nesse contexto, propomos neste projeto estudar a imunopatogênese da COVID-19 em dois modelos experimentais em camundongos C57Bl/6 hACE-2 e hamsters, além de testarmos uma vacina nasal encapsulada em nanopartículas contra o SARS-CoV-2. Utilizando esses modelos, teremos com objetivos específicos responder perguntas que tenham relevância clínica, e que possam de fato impactar no tratamento da doença. (AU)