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Avaliação da estabilidade e biodistribuição de uma formulação clínica de PSMA-177Lu no carcinoma da próstata

Processo: 20/04480-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de novembro de 2020 - 31 de outubro de 2022
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Radiologia Médica
Pesquisador responsável:Mariana Ramos Fernandes Camacho
Beneficiário:Mariana Ramos Fernandes Camacho
Empresa:Medicina Nuclear de Campinas Ltda
CNAE: Atividades de atenção ambulatorial executadas por médicos e odontólogos
Atividades de serviços de complementação diagnóstica e terapêutica
Município: Campinas
Pesq. associados: Aline Biggi Mattiolli ; Flaviane Aparecida da Silva
Assunto(s):Medicina nuclear  Neoplasias da próstata  Radioterapia  Radioisótopos  Lutécio 

Resumo

O câncer de próstata é neoplasia de elevada incidência, prevalência e mortalidade no mundo e muitos pacientes desenvolvem doença metastática que se torna resistente às terapias convencionais antiandrogênicas. Tais pacientes são classificados como portadores de câncer de próstata metastático resistente à castração (mCPRC). Neste estágio da doença, há poucas opções terapêuticas e a sobrevida destes pacientes é baixa. Recentemente, foi desenvolvida uma nova forma de tratamento desses pacientes. O método utiliza-se do fato de que o tecido prostático neoplásico maligno da próstata tem expressão aumentada do antígeno de membrana específico da próstata (PSMA) e quando radiomarcado é capaz de se ligar aos sítios acometidos pela doença. Esse PSMA pode ser radiomarcado com radioisótopos com ação terapêutica (por exemplo, lutécio-177). No presente projeto PIPE Fase II, pretendemos dar continuidade ao projeto PIPE Fase I (2017/15575-0). Na Fase I do projeto nós desenvolvemos a marcação do PSMA com lutécio-177 (PSMA-177Lu) e iniciamos os testes para desenvolvimento do kit contendo o PSMA radiomarcado com 177Lu. Na Fase I deste projeto, avaliamos os diversos parâmetros de controle de qualidade de modo a garantir a reprodutibilidade nos processos de fabricação e radiomarcação do PSMA-177Lu no modelo in house e continuamos os testes para desenvolvimento do produto em formato de kit. Uma vez que nós nos certificamos da segurança na radiomarcação desse traçador na Fase I, no presente estudo pretendemos avaliar a estabilidade do PSMA-177Lu radiomarcado como kit. Iremos avaliar esta estabilidade in vivo em camundongos inicialmente e numa etapa seguinte, avaliar em pacientes com mCRPC se a biodistribuição se mantém semelhante ao do modelo animal já que é sabido que há grandes diferenças entre as espécies. Os objetivos principais deste projeto PIPE Fase II são, portanto, avaliar se o kit permanece estável em situações ambientais adversas para garantir a radiomarcação e distribuição adequadas e avaliar se o kit de PSMA-177Lu apresenta a biodistribuição em humanos semelhantes àquela obtida nos animais. (AU)