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A segunda fase da cultura visual religiosa evangélica (1932-1950): o abrasileiramento das culturas visuais estrangeiras

Resumo

A cultura visual é um dos campos privilegiados para análise de estruturas e historicidade de práticas religiosas. O projeto proposto parte da hipótese da existência de uma cultura material e visual protestante brasileira própria e articulada. Desde o fim do século XIX, houve uma consciência em relação à força performativa da cultura visual religiosa o que levou o protestantismo brasileiro a explorar a sua dimensão pedagógica e ritualista por meio da amplia difusão de imagens propriamente religiosas em bíblias, revistas eclesiásticas e xilogravuras com conteúdo religioso para seu uso público e privado em escolas dominicais, cultos, lares da sua membresia e na propagação das suas convicções religiosas. A pesquisa foca na segunda fase do surgimento dessa cultura visual religiosa, suas origens, transposições e caraterísticas. Em tudo, alia-se essa proposta de investigação a esforços teóricos internacionais ao redor da discussão da chamada virada icônica, pictórica ou visual (BOEHM, 1994; MITCHELL, 1994; BOEHM e MITCHELL, 2009, p. 103-121; BREDEKAMP, 2011) junto às diversas teorias que favorecem uma investigação em conjunto da criação, do uso, da recepção e da representação das expressões da cultura visual acima mencionados (GILLIAN, 2007) em aplicação à Cultura Visual Religiosa (TIMM, 1990; MORGAN, 1998, 2005, 2010, 2012; PLATE, 2002; TIRAPELI, 2001). Como evolução em relação a primeira parte do projeto, (FAPESP 2015/13737-7) propomos um aumento de tipos de objetos a serem investigados, favorecem-se leituras dos objetos da pesquisa nas perspectivas de historiadores da arte com Erwin Panofsky, Aby M. Warburg e a nova concepção de David Morgan de um "generative entanglement", para analisar e "ler" aspectos mais específicos da arte religiosa em comparação de obras da arte, na perspectiva das Ciências da Religião. Parte-se da hipótese que nessa fase inicia a diversificação da cultura visual evangélica com a criação dos seus primeiros verdadeiros "icones" com duas tendências distintas: (a) a criação de um "ícone" transconfessional ou transdenominacional; (b) a criação de "ícones" que servem até hoje ou para a identificação de confissões ou denominações ou com grupos deles (protestantes, pentecostais), formando um campo de análise bem definido, que não somente pode, mas deve ser estudado e explorado. (AU)

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