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Vírus emergentes e reemergentes: biologia, patogênese e prospecção

Resumo

Este projeto temático tem como eixo central pesquisar viroses de grande importância em saúde humana. A proposta parte de cinco grupos de pesquisa que trabalharão em colaboração, lideradas por docentes de carreiras consolidadas, e se compõe de subprojetos em quatro grandes vertentes de trabalho: 1) Interação vírus-célula; 2) Patogênese de infecções virais; 3) Diagnóstico e prospecção de vírus humanos; 4) Testes de drogas e vacinas antivirais. Os patógenos a serem abordados neste Temático são: o vírus da imunodeficiência humana (HIV); os arbovírus Zika (ZIKV), Oropouche (OROV), Mayaro (MAYV), Chikungunya (CHIKV), Dengue (DENV), West Nile (WNV), febre amarela (YFV), encefalite de Saint Louis (SLEV), e Rocio (ROCV); hantavírus causadores de síndrome pulmonar e cardiovascular; arenavírus; e os vírus respiratórios influenza A (IAV), sincicial respiratório (RSV), metapneumovírus (MPV), rinovírus (RV), e enterovírus (EV). A grande importância desses agentes para a saúde humana se reflete no vigor com que vírus zoonóticos grassam no Brasil, causando doenças e inclusive síndromes congênitas; nos 38 milhões de pessoas vivendo com HIV no mundo, e nas elevadas frequências de infecções virais respiratórias, as mais frequentes da humanidade. Além desses vírus específicos, será feito estudo de viroma em amostras de tecidos e sangue humanos, e prospecção de vírus zoonóticos com potencial para ampliar o repertório de ameaças à saúde humana. Os vírus serão objetos de investigação em vários modelos experimentais, incluindo estudos sobre entrada, montagem, tráfego intracelular e externalização de vírus em exossomos; antagonismo e modulação por vírus de fatores antivirais do hospedeiro; efeitos de vírus sobre proteostase em neurônios; efeitos de vírus em stress de retículo endoplasmático, autofagia e inflamassoma; modulação da resposta inflamatória celular na infecção por arbovírus; biologia celular da persistência de vírus em tecidos linfo-hematopoiéticos; patogênese de arbovírus; biologia celular de infecção por vírus em células de morcegos; resposta humoral a flavivirus e suas reações cruzadas; análise em single cell de genômica funcional de vírus; infecção placentária e transmissão vertical de vírus; desenvolvimento de diagnóstico de amplo espectro de viroses febris agudas e do SNC por sequenciamento massivo em MinION e microarranjos de DNA e peptídeos; prospecção e eco-epidemiologia de vírus zoonóticos; viromas de pacientes com doença febril aguda; detecção de arbovírus em fauna aviária; e desenvolvimento de drogas e vacinas antivirais. Os desafios científicos são claros, e temos convicção de que podemos atacá-los, com competência, com base em estratégias bem planejadas, com colaborações entre as equipes que incluem técnicos, pós-doutorandos, estudantes de pós-graduação e de iniciação científica. Além disso, o Centro de Pesquisa em Virologia da USP de Ribeirão Preto, criado graças à FAPESP, dispõe de estrutura bem montada, com laboratórios BSL2 e BSL3, biotério de experimentação, e sólida rede de apoio em de laboratórios de multiusuários da instituição. Este projeto tem potencial para fazer descobertas importantes em virologia, algumas de caráter fundamental, que poderão expandir conhecimento e, inclusive, servir de base para desenvolver produtos. (AU)

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