Resumo
O desenvolvimento escolar do aluno surdo depende muito de seu domínio da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Todavia, a Libras não é cotidianamente desenvolvida no ambiente familiar, e este domínio precisa ser alcançado principalmente no ambiente escolar, no qual espera-se que o aluno surdo tenha pares em sua língua e possa interagir por meio dela. Neste sentido, se assemelha ao desenvolvimento da oralidade de crianças ouvintes, já que é nas práticas dialógicas que se promove o desenvolvimento de língua e linguagem. Contudo, o ambiente escolar tem pouca tradição de trabalhar com o desenvolvimento de língua oral/língua de sinais, em geral, focalizando as atividades com a língua escrita como sua meta. No que tange ao aluno surdo, pouco se discute sobre práticas que favoreçam o desenvolvimento da Libras no espaço escolar. Os debates em torno da pertinência de práticas orais para o desenvolvimento do sujeito como um todo indicou a oportunidade de pensarmos uma proposta de avaliação da expressão em Libras pelos alunos surdos, como forma de acompanhar e implementar seu desenvolvimento em língua de sinais. O ensino da Libras é ainda mais crucial para as crianças surdas do que o ensino da oralidade para as crianças ouvintes, considerando que a aquisição da Libras geralmente ocorre somente no espaço educacional. Em estágio pós-doutoral, financiado pela FAPESP e CNPq em 2017, desenvolvemos uma primeira versão de um 'instrumento de avaliação da expressão em língua de sinais catalã' (IAELS) juntamente com pesquisadores da Universidade de Barcelona. Como forma de avançar na investigação, neste projeto pretendemos traduzir e adequar o IAELS para a Libras, para a promoção do trabalho com língua de sinais nos espaços escolares que atendem alunos surdos, visando seu desenvolvimento e aprimoramento. Em seguida aplicaremos o IAELS-Libras em alunos surdos de todos os níveis da educação básica, visando analisar a adequação do instrumento para as características da Libras e às necessidades de professores bilíngues de alunos surdos para o aprimoramento de práticas de ensino e avaliação dessa língua no espaço escolar. Pretendemos ainda elaborar um 'guia de aplicação e análise' do instrumento para docentes de alunos surdos para que possam fazer uso autônomo do instrumento. (AU)
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