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Mineralogia de Vertissolos Brasileiros: influência nas propriedades, gênese e classificação dos solos

Processo: 20/16446-1
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de novembro de 2021 - 30 de abril de 2024
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geografia Física
Pesquisador responsável:Sheila Aparecida Correia Furquim
Beneficiário:Sheila Aparecida Correia Furquim
Instituição Sede: Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas (ICAQF). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Diadema. Diadema , SP, Brasil
Pesquisadores associados: Caroline Delpupo Souza ; Gabriel Ramatis Pugliese Andrade ; Grace Bungenstab Alves ; Irina Kovda ; José Coelho de Araújo Filho ; Valdomiro Severino de Souza Júnior
Assunto(s):Pedologia  Gênese do solo  Vertissolos  Argilominerais  Classificação do solo  Mineralogia do solo  Análise quantitativa 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:argilominerais | Classificação de Solos | Métodos Quantitativos | Nordeste Semiárido | Processos Pedogenéticos | Vertissolos | Pedologia

Resumo

Vertissolos são solos caracterizados pela textura argilosa e a dominância de esmectitas, o que permite um alto coeficiente de expansão e contração em condições de umedecimento e ressecamento. As características morfológicas, físicas e químicas dos Vertissolos estão estritamente relacionadas com os tipos e quantidades de esmectitas e outros minerais de argila, mas a identificação e caracterização destes minerais são comumente gerais e qualitativas na bibliografia, evitando um conhecimento mais profundo sobre as relações entre eles e as propriedades, gênese e classificação dos solos. Desta forma, o objetivo deste projeto de pesquisa é investigar as características qualitativas, quantitativas e os mecanismos de gênese dos argilominerais de Vertissolos brasileiros, com o intuito de melhor compreender o papel da mineralogia das argilas na manifestação das propriedades vérticas e químicas, assim como na formação, grau de desenvolvimento e classificação destes solos. Perfis representativos de Vertissolos brasileiros serão estudados a partir de descrições morfológicas, análises físicas (granulometria, coeficiente de extensibilidade linear) e análises químicas (pH, condutividade elétrica-CE, cátions trocáveis, CTC) de amostras totais de solos. As análises mineralógicas serão feitas nas frações de argila grossa (2-0.2 µm) e argila fina (2-0.2 µm), incluindo análises qualitativas e quantitativas (software Newmod) baseadas em Difração de Raios-X, Espectrometria de Plasma Acoplado Indutivamente (ICP), Microscopia Eletrônica de Transmissão-Varredura (STEM) acoplada a análises químicas elementares (EDS, HAADF) e Espectroscopia Mossbauer. Estes métodos permitirão a identificação, quantificação e caracterização química de minerais puros e interestratificados, inclusive com o reconhecimento das diferentes espécies de esmectitas e dos demais grupos de argilominerais. A combinação de todos os resultados deve permitir uma melhor compreensão do papel da mineralogia e da possível existência de um limite de quantidade de esmectita na geração das propriedades vérticas, da identificação de argilominerais alogênicos e autigênicos e dos processos específicos de sua formação (transformação e neoformação) e, finalmente, das taxas de intemperismo e suas relações com a formação dos argilominerais e dos próprios solos. Além disso, baseando-se no estudo detalhado da mineralogia de argila dos Vertissolos, será possível avaliar as suposições comumente encontradas na bibliografia de que estes solos são homogêneos e imaturos, o que pode permitir a revisão dos seus critérios de classificação. (AU)

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