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Caracterização molecular do câncer gástrico

Resumo

O câncer gástrico (CG) é uma doença de distribuição mundial e alta taxa de mortalidade, sendo a terceira principal causa de morte por câncer em todo o mundo. Nos últimos anos, o reconhecimento dos mecanismos genético-moleculares relacionados à gênese e progressão das neoplasias de estômago tem permitido obter novos métodos de diagnóstico e tratamento, criando perspectivas para redirecionar a terapêutica do câncer gástrico.Recentemente, proposta pela The Cancer Genome Atlas Research Network (TCGA), o CG foi classificado através do uso de múltiplas e avançadas técnicas moleculares em quatro subtipos denominadas subgrupos moleculares: Epstein-Barr virus (EBV) positivo; Microssatélites instáveis (MSI); Genoma estável (GS); e Instabilidade cromossômica (CIN). Cada um desses subtipos é caracterizado por alterações genéticas e epigenéticas próprias, os quais refletem em um fenótipo específico. Além disso, a classificação molecular revelou novas perspectivas em relação ao prognóstico e tratamento do CG. Assim, diferentes técnicas moleculares e plataformas de sequenciamento têm sido utilizadas no estudo da genômica do câncer e translacionado para ser aplicado na prática clínica. Entretanto, embora a caracterização de alterações estruturais nos genomas forneça informações importantes, é importante que essas alterações sejam avaliadas em conjunto com outros aspectos importantes. Características morfológicas, a contribuição do microambiente tumoral e a variação da expressão proteica - além da evolução clínica do paciente - também devem ser levadas em consideração para que se tenha um melhor entendimento da heterogeneidade tumoral e uma visão completa da doença. Deste modo, o presente estudo tem o objetivo de avaliar as alterações genéticas em pacientes com adenocarcinoma gástrico de acordo com os subtipos moleculares de câncer gástrico: EBV, MSI, GS e CIN. Para o estudo, serão selecionados retrospectivamente pacientes com adenocarcinoma gástrico submetidos à ressecção cirúrgica no período de 2009 a 2016 no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP-HCFMUSP). O DNA extraído das amostras tumorais será submetido a sequenciamento de segunda geração (Next Generation Sequencing - NGS) utilizando a plataforma da Illumina (MiSeq) para um painel de genes associados a tumores sólidos. Os resultados obtidos serão avaliados junto a dados clínicos, cirúrgicos, patológicos, imunológicos e de seguimento - este o qual acreditamos compreender o cenário ideal para melhor determinar o impacto de cada alteração identificada no prognóstico e sobrevida. Assim, através dos resultados obtidos, esperamos contribuir com informações que nos permitirá melhorar o tratamento do CG e estar mais próximo da medicina personalizada. (AU)

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