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Saúde, doença e cuidado na perspectiva dos alunos indígenas ingressantes nos cursos de graduação da Universidade Estadual de Campinas

Processo: 20/16667-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de novembro de 2021 - 31 de outubro de 2023
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Saúde Pública
Pesquisador responsável:Nelson Filice de Barros
Beneficiário:Nelson Filice de Barros
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Pesq. associados: Érica Soares Assis ; Paulo Afonso Martins Abati ; Rafael Afonso da Silva ; Renata Cavalcanti Carnevale
Assunto(s):Sociologia médica  Estudos culturais  Saúde de populações indígenas  Ensino superior  Interculturalidade 

Resumo

A primeira edição do vestibular indígena da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) possibilitou a admissão de 65 estudantes indígenas para variados cursos. Esta experiência tem produzido muitas fronteiras interculturais, que são zonas relativas a tempo e lugar específicos, nos quais são confrontados modelos de pensar, vivenciar, significar e resignificar, entre outros aspectos, a saúde, a doença e o cuidado. Essas fronteiras são pouco exploradas, até mesmo desconhecidas, e precisam ser mais bem compreendidas na medida em que, por um lado, se conhece pouco sobre os sentidos atribuídos pelos diferentes povos indígenas à dinâmica do processo de saúde-doença-cuidado e, por outro, a Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas garante o acesso integral à saúde à população indígena. O objetivo desta pesquisa é compreender os sentidos atribuídos à saúde, doença e cuidado, pelos estudantes indígenas ingressantes do vestibular indígena de 2018 da Unicamp. Este projeto tem caráter qualitativo e a sua matriz teórica é a dos Estudos Culturais. Será adotada a metodologia do co-labor, que desenvolve um conjunto de estratégias de produção de informações assentadas na interculturalidade (abertura para reconhecer o encontro entre diferentes culturas em busca de aprendizagem mútua), interepistemicidade (abertura para reconhecer que diferentes conhecimentos existem em distintas culturas) e decolonialidade (forma de estabelecer relações que não procuram impor controle e submissão). Os estudantes indígenas serão convidados a participar do delineamento inicial e execução dos encontros e propostas de registro de nossas experiências, que possivelmente poderão ser, entre outras, na forma de áudio e vídeo. As narrativas construídas, coletiva ou individualmente, pretendem ser um conhecimento entre os pesquisadores e os participantes e não dos pesquisadores sobre os sentidos atribuídos pelos participantes, em relação à saúde, doença, cuidado, fronteiras interculturais, política de localização, diáspora e o espaço de diáspora que se tornou a Unicamp. (AU)

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