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Placebo em esporte e exercício: prevalência, condicionamento e placebo aberto

Resumo

Historicamente os placebos têm sido utilizados como um tratamento de controle que é indistinguível da intervenção ativa, mas sem possuir qualquer tipo de componente ativo. Teoricamente isso permitiria que a intervenção fosse comparada ao tratamento com placebo, sendo possível determinar o "verdadeiro" efeito da intervenção, visto que esse tipo de controle reduziria a expectativa sobre a intervenção, o que poderia inflar de maneira errônea as variáveis analisadas. Contudo, sabe-se que os efeitos do placebo no esporte e na nutrição esportiva são aparentes, com estudos (incluindo do nosso grupo) demonstrando efeitos positivos pequenos a moderados nos resultados dos exercícios, além de que até 60% do efeito ergogênico dos suplementos nutricionais poderiam ser explicados pelo efeito placebo. O efeito placebo pode ser induzido pela administração de uma intervenção inerte (por exemplo, cápsulas vazias, substâncias inertes ou equipamentos), que pode desencadear uma resposta neurobiológica potencializada por sugestões verbais, expectativas ou experiências prévias. Pouco se sabe sobre os efeitos fisiológicos que ocorrem que poderiam explicar as mudanças no desempenho esportivo com a utilização do placebo. Portanto, este projeto visa preencher várias lacunas importantes relacionadas ao efeito placebo nos esportes, saúde e exercícios. Especificamente, pretendemos elucidar questões sobre a prevalência de técnicas de placebo no esporte, além de respostas fisiológicas e metabolômicas ao condicionamento do placebo, e explorar a potencial utilização do placebo aberto no esporte. O Estudo 1 investigará o efeito placebo após o condicionamento à cafeína nos parâmetros fisiológicos e no desempenho cognitivo e esportivo. O Estudo 2 empregará uma abordagem metabolômica para determinar as vias metabólicas que são semelhantes quando os indivíduos recebem cafeína e placebo - tema este denominado "placebômica". O Estudo 3 investigará a eficácia do placebo aberto no desempenho esportivo em homens e mulheres e seus mecanismos. O Estudo 4 determinará mudanças na ressonância magnética funcional do cérebro após a suplementação com cafeína e placebo percebido como cafeína. Essas descobertas irão gerar informações práticas importantes sobre os principais mecanismos fisiológicos pelos quais os placebos atuam e se podemos otimizar esses efeitos para serem utilizados na saúde e no desempenho esportivo, além de prever respostas individuais frente aos placebos. Os resultados desses estudos também produzirão pesquisas adicionais, norteando futuros projetos sobre essa complexa e importante temática, além de gerar implicações práticas nos esportes, saúde e ciência do exercício. (AU)

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