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Análise dos efeitos de poluentes ambientais em embriões e organóides de peixe-zebra: uma abordagem transgeracional

Resumo

Um dos grandes dilemas da humanidade é a poluição do meio ambiente, especialmente de espaços que passam pelo processo de urbanização. A precariedade do saneamento básico e formas inadequadas de tratamento da água levam ao lançamento diário de efluentes oriundos de empresas e bairros residenciais nos recursos hídricos. Nesses efluentes podem haver agentes tóxicos como os compostos Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos (HPA) e metais. Os HPAs são derivados principalmente da queima de combustíveis de petróleo e da mistura de solventes, os quais alguns possuem potencial carcinogênico. São considerados poluentes ubiquitários que podem ser lançados no ar e se depositam nas águas pelas chuvas, ou por falta de saneamento. Enquanto, os metais pesados, além de causarem distúrbios neurológicos e endócrinos, são substâncias difíceis de serem degradadas e permanecem no meio ambiente. Ambos compostos são possíveis de serem encontrados nos efluentes não tratados. Geralmente a exposição prolongada dos organismos a agentes tóxicos não provoca a morte diretamente, mas afeta a estrutura e a função vital dos órgãos, comprometendo o indivíduo, a população e algumas vezes a espécie. Ao longo dos últimos anos, cooperações nacionais e internacionais transformaram o projeto em um estudo mais complexo que pode auxiliar no entendimento mais detalhado sobre os efeitos de poluentes a nivel transgeracional, sob o ponto de vista endócrino e reprodutivo. A cooperação internacional com a Profa Daniela Pampanin e Prof Kåre B Jørgensen da Universidade de Stavanger (Noruega) possibilitaram estudos com diferentes tipos de HPAs alquilados que não estão disponiveis comercialmente para realização de testes, mas estão disponíveis no ambiente como poluentes reais. Além disso, a colaboração com o grupo de pesquisa do Prof. Rafael Nobrega, da UNESP-Botucatu (Botucatu, São Paulo), com larga experiencia em espermatogênese de peixes teleósteos, produção de organóides testiculares e regulação endócrina e parácrina do nicho espermatogonial em peixes teleósteos, possibilitará entender os efeitos dos HPAs e metais de forma transgeracional. Tornando o objetivo deste projeto o de avaliar alterações endócrinos e reprodutivos (indução da formação de gônadas) durante o desenvolvimento embrionário de zebrafish, Danio rerio, e também em adultos (através de estudo de explantes ou organóides) após exposição aos poluentes ambientais e como isso pode ser passado para as próximas gerações. Para isso, a análise toxicológica de poluentes, utilizando o zebrafish poderá mostrar os possíveis danos causados ao desenvolvimento dos peixes, a nivel endócrino e reprodutivo, e traçar um paralelo do efeito tóxico dos poluentes na saúde de outros organismos vertebrados, como peixes de interesse comercial e os humanos. (AU)

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