| Processo: | 21/02921-2 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2022 |
| Data de Término da vigência: | 31 de março de 2025 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Educação Física |
| Pesquisador responsável: | Maria Cláudia Gonçalves de Oliveira |
| Beneficiário: | Maria Cláudia Gonçalves de Oliveira |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Limeira , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Limeira |
| Pesquisadores associados: | Fernando Moreira Simabuco |
| Auxílio(s) vinculado(s): | 25/00858-2 - Via de sinalização de receptores P2X4 em macrófagos é essencial para o desenvolvimento da hiperalgesia muscular persistente e sua prevenção pelo exercício, PUB.ART |
| Assunto(s): | Exercício físico Células musculares Mialgia Inflamação Macrófagos Interleucina-1beta PPAR gama Neurociências |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Dor muscular | exercício físico | Inflamação | Macrófagos | microglias | Miócitos | Neurociências |
Resumo
Apesar da relevância clínica das dores musculares crônicas, os mecanismos subjacentes à sua cronificação ainda não estão completamente elucidados. Experimentos recentes do nosso laboratório demonstram que a dor muscular aguda e crônica de origem inflamatória são caracterizadas por aumento tecidual de macrófagos com fenótipo pró-inflamatório e que na fase aguda, mas não na crônica, há aumento da citocina IL-1². Demonstramos também que tanto o exercício físico regular através de natação quanto a ativação de receptores PPAR³ diretamente através do seu agonista 15dPGJ2 preveniram esses aumentos e/ou induziram aumento de macrófagos com fenótipo anti-inflamatório. O exercício também aumentou a concentração tecidual de IL-10 tanto na fase aguda quanto crônica da dor muscular, mas somente na crônica, através de receptores PPAR³. Portanto, objetivo geral do presente estudo é avançar na investigação sobre os mecanismos envolvidos no processo de cronificação da dor muscular de origem inflamatória assim como nos mecanismos envolvidos na sua prevenção pelo exercício físico. Os mecanismos a serem avaliados envolvem 1) a sinalização entre os miócitos e os macrófagos no desenvolvimento e manutenção da dor muscular aguda e crônica assim como na sua prevenção pelo exercício físico: Envolvimento da via de sinalização PGC-1±/PPAR³; 2) o envolvimento da IL-1² liberada no tecido muscular e no corno dorsal da medula espinhal na manutenção da cronicidade da dor muscular e na sua prevenção pelo exercício físico; e 3) o papel de astrócitos e micróglias no desenvolvimento e manutenção da dor muscular crônica e na sua prevenção pelo exercício físico. Para isso, utilizaremos farmacologia comportamental, animais transgênicos e diferentes técnicas de biologia molecular, como imunofluorescência, cultura celular, western blot, RTqPCR, ELISA, superexpressão gênica e knockout de genes por CRISPR. Por fim, todos os objetivos serão avaliados em animais machos e fêmeas e, nesse caso, a análise do ciclo estral será realizada. (AU)
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