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Efeitos de determinantes ambientais para o envelhecimento celular e suas consequências para o envelhecimento saudável ou patológico

Processo: 20/14133-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 2022 - 29 de fevereiro de 2024
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Pesquisador responsável:Tânia Araújo Viel
Beneficiário:Tânia Araújo Viel
Instituição-sede: Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Hudson de Sousa Buck ; Julie Kay Andersen ; Luan Cristian da Silva ; Maressa Caldeira Morzelle ; Mariana Toricelli Pinto
Assunto(s):Envelhecimento  Senescência celular  Fibroblastos  Doença de Alzheimer  Memória  Predisposição para doenças  COVID-19  Senolíticos 

Resumo

A expectativa de vida dos idosos vem aumentando ano a ano e idades antes não alcançadas passam a ser comuns no Brasil e no mundo. O processo de envelhecimento está associado a alterações celulares que influenciam a função de tecidos e órgãos. Um importante mecanismo relacionado a esse processo e que aparenta ser um fator relacionado a muitas doenças ligadas à idade é o envelhecimento celular. Acredita-se que os efeitos deletérios do envelhecimento celular estejam relacionados à sua capacidade de parar o seu desenvolvimento e adquirir um fenótipo secretório (Senescence-associated secretory phenotype - SASP) produzindo fatores como citocinas inflamatórias, quimiocinas, proteases e fatores de crescimento capazes de danificar os tecidos vizinhos. Com isso, é estabelecido um ambiente tecidual propício ao desenvolvimento de inflamação crônica, cânceres e processos neurodegenerativos. Em trabalho recente do grupo, apoiado pela FAPESP (processos n.º 2018/05288-6 e 2020/07701-8) foi verificado que astrócitos humanos derivados de células-tronco pluripotentes induzidas (iPSCs) apresentaram marcações significativas para SASPs que foram reduzidas com a incubação de baixas concentrações de carbonato de lítio (2,5 µM e 10 µM), o que se tornou, inclusive uma perspectiva de pesquisa para novos tratamentos da COVID-19. Na presente proposta pretende-se coletar informações comportamentais e amostras biológicas de pessoas idosas diagnosticadas ou não com doença de Alzheimer e pertencentes ao grupo de risco para COVID-19 (hipertensos, diabéticos ou com problemas respiratórios), além de indivíduos de outras faixas etárias. A partir da coleta da gengiva será feita a cultura de fibroblastos, um tipo celular bem estudado que expressa SASP e é um modelo celular de doença de Alzheimer. O objetivo é estratificar a susceptibilidade dos fibroblastos ao envelhecimento e indução de SASP com relação à idade, estilo de vida e estressores. Em seguida, pretende-se determinar se esses efeitos podem ser reduzidos ou eliminados com o tratamento com possíveis senolíticos (fármacos que eliminam o envelhecimento celular). Os dados obtidos poderão servir como base para tratamentos individualizados, com maiores acertos terapêuticos e menores efeitos adversos. (AU)

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