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Impacto da COVID-19 no modo de vida, mobilidade e acessibilidade dos grupos marginalizados (ICOLMA)

Processo: 21/07554-8
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2022 - 31 de janeiro de 2025
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Planejamento Urbano e Regional
Convênio/Acordo: Trans-Atlantic Platform for the Social Sciences and Humanities
Pesquisador responsável:Sandra Irene Momm Schult
Beneficiário:Sandra Irene Momm Schult
Pesq. responsável no exterior: Mark Zuidgeest
Instituição no exterior: University of Cape Town (UCT), África do Sul
Pesq. responsável no exterior: Sophie Schramm
Instituição no exterior: Technische Universität Dortmund (TU Dortmund), Alemanha
Pesq. responsável no exterior: Stefan Greiving
Instituição no exterior: Technische Universität Dortmund (TU Dortmund), Alemanha
Instituição Sede: Centro de Engenharia, Modelagem e Ciências Sociais Aplicadas (CECS). Universidade Federal do ABC (UFABC). Ministério da Educação (Brasil). Santo André , SP, Brasil
Pesquisadores associados:Luciana Rodrigues Fagnoni Costa Travassos ; Silvana Maria Zioni
Assunto(s):Mobilidade urbana  Acessibilidade  Inclusão  Modo de vida  Marginalidade social  Estudo comparativo 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Acessibilidade | estudos urbanos comparados | grupos marginalizados | Inclusão | mobilidade urbana | modo de vida | estudos urbanos comparados

Resumo

A mobilidade é mais do que movimento. Ela determina o sustento das pessoas nas cidades - como elas têm acesso a vários serviços e oportunidades sociais e econômicas necessárias. O surto da pandemia COVID19 mostrou a grande dependência da mobilidade como meio de acesso a locais de subsistência, mas a pandemia também mostrou opções para uma maior resiliência na forma de acesso virtual. Enquanto a acessibilidade é tradicionalmente entendida como consistindo em quatro componentes inter-relacionados ligados a características individuais, características espaciais, características do modo de transporte, bem como características temporais de modo e disponibilidade de atividade, durante a pandemia e além, um quinto componente do acesso virtual está ganhando terreno. Esta na inter-relação e na complementaridade destas cinco dimensões que reside a resiliência, mas para quem? As primeiras percepções sugerem que os grupos marginalizados foram os que mais sofreram com a pandemia e as regras de bloqueio relacionadas. No entanto, o conhecimento sobre as formas complexas pelas quais as regras pandêmicas e de lock-down afetaram seus modos de vida, tanto por meio de restrições de mobilidade direta quanto dos efeitos indiretos da mobilidade reduzida no funcionamento de outras infra-estruturas e serviços, assim como no acesso a atividades geradoras de renda, é em grande parte inexistente. O mesmo se aplica às formas específicas que os grupos marginalizados têm sido capazes de lidar com esses efeitos, por exemplo, através de tecnologias virtuais. Portanto, este projeto interdisciplinar irá explorar e comparar o impacto da pandemia COVID19 sobre a mobilidade, acessibilidade e subsistência de grupos marginalizados na Cidade do Cabo (África do Sul), Área do Ruhr (Alemanha) e São Paulo (Brasil) por meio de uma abordagem de métodos mistos. O objetivo é compreender a mudança dos papéis do acesso físico para grupos marginalizados urbanos em tempos de pandemia em seu modo de vida e o papel do acesso virtual nele. Com base nestas análises, recomendaremos medidas para uma acessibilidade equitativa que apoiem e melhorem a resiliência dos grupos marginalizados em uma perspectiva global. Essas medidas serão discutidas e divulgadas para um público abrangente. (AU)

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