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Inventário da cena paulistana: história dos edifícios teatrais na cidade de São Paulo (1930 - 1955)

Resumo

O extenso projeto de pesquisa Inventário da Cena Paulistana pretende investigar a existência, funcionamento e permanência dos edifícios teatrais em São Paulo entre 1763 e 2020. Uma parte do trabalho já foi iniciada (com apoio FAPESP/Condephaat) e que teve por meta disponibilizar documentação, informações e análises sobre a existência e atividades dos primeiros teatros paulistanos, desde as Casas da Ópera do século XVIII (a primeira de 1763) até os teatros do fim da Primeira República (1930). Concentrar a pesquisa nos espaços físicos ocupados pelos teatros dá a oportunidade de investigar inúmeros aspectos ligados à construção e utilização desses locais, revelando e analisando também facetas da atividade teatral, em particular, e cultural, em geral, nos períodos considerados. O recorte temporal, embora muito extenso, foi pensado para ser dividido em períodos menores, balizados por linhas de força comuns a cada um deles. O que se propõe agora é dar continuidade à pesquisa, enfocando a história dos edifícios construídos a partir de 1930, surgidos numa nova etapa da história econômica, política e cultural do Brasil e de São Paulo, até 1955, quando a Prefeitura de São Paulo deu início à construção de uma série de teatros municipais, numa iniciativa pouco comum, configurando uma nova política pública para o teatro na cidade. A partir de 1930, são criados os primeiros órgãos de estado voltados para a cultura: o Departamento de Cultura de São Paulo (1935), o Ministério da Cultura (com a criação do Serviço Nacional de Teatro em 1937), a Secretaria de Cultura da Prefeitura de São Paulo (1945/47), cada qual com suas políticas públicas para a área do teatro. Projetos de incentivo e financiamento públicos vão surgindo. Portanto, um panorama bastante diverso do período anterior no qual a inciativa privada praticamente comandava a construção dos espaços e determinava o desenvolvimento do setor. Como essas duas forças se tensionaram ou se completaram a partir de 1930? Como os espaços surgidos nesse período se colocavam diante de uma nova configuração político-cultural e das mudanças urbanas da capital? O exame da "biografia" de cada um dos espaços então criados deve ser uma janela para que se vislumbrem essas questões, pois o estudo das histórias de cada um dos teatros, e/ou de alguns deles em conjunto, é capaz de jogar luz sobre a dinâmica do uso desses espaços de convivência social, que durante séculos foram, ao lado das igrejas, praticamente os únicos de que dispunham os habitantes da cidade. A década de 1950 é também limítrofe desta situação, uma vez que a chegada e desenvolvimento da televisão irá alterar consideravelmente a relação entre o teatro e seu público, como não se tinha visto até então, nem mesmo depois das invenções do cinema ou do rádio. A pesquisa também procurará identificar eventuais remanescentes dessas construções na paisagem sempre mutante da cidade de São Paulo, ainda que não eles sejam mais utilizados como teatros. O projeto será (como a etapa anterior) desenvolvido no Centro de Documentação Teatral (CDT) da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP (AU)

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