Resumo
Esta proposta visa desenvolver um processo pluriespitêmico, multissituado e colaborativo de construção de conhecimento na relação cruzada entre disciplinas (antropologia, saúde pública e artes) e saberes exógenos ao regime disciplinar moderno. Busca-se compreender, conectar e potencializar conhecimentos sobre cosmopolíticas do cuidado mobilizadas por alteridades e exorbitâncias sanitárias, prestando especial atenção ao gênero e à sexualidade em perspectivas interseccionais e descoloniais, bem como entender possíveis impactos de tais cosmopolíticas e saberes na Saúde Pública/Coletiva no marco de processos históricos relacionados ao fim-do-mundo no Brasil. A proposta da continuidade à relação de longa duração com a Amazônia, particularmente com o estado de Amazonas e com seu complexo transfronteiriço, abrindo espaços de conexão com outras territorialidades (trans)fronteiriças e processos de desterritorialização característicos do fim-do-mundo. Cinco parcelas compõem essa proposta. As primeiras 3 obedecem a redes situadas, derivadas do auxílio JP-1 e da minha trajetória de pesquisa (mulheres indígenas, jovens gays e trans periféricos na Amazônia e prostitutas); a quarta busca abrir essa proposta para conexões e redes novas a partir da atenção a processos de desterritorialização ostensiva em função de crimes, desastres ou impactos ambientais, e a quinta parcela responde à necessidade de costura e diálogo com o campo da saúde pública/coletiva. Para o desenvolvimento desta proposta será realizada pesquisa etnográfica com as redes previstas, Encontros de Saberes, oficinas de Composição de Futuros e será produzida uma Plataforma Transmídia. Por fim, será criada uma linha e um centro de pesquisa vinculados ao Departamento de Saúde, Ciclos de Vida e Sociedade da FSP/USP. (AU)
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