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Decifrando o mecanismo imunológico da exacerbação da inflamação alérgica pulmonar na menopausa

Resumo

A asma é bem estudada em mulheres em idade reprodutiva, enquanto a faixa etária da menopausa tem sido menos estudada. Entre as mulheres com mais de 50 anos de idade, a menopausa pode coincidir com o início da asma ou, em mulheres com asma preexistente, estar associada ao agravamento dos sintomas. Recentemente, meu laboratório publicou que a reexposição de camundongos alérgicos ovariectomizados (OVx) ao antígeno exacerba a inflamação pulmonar e diminui a função das vias aéreas, porém os mecanismos envolvidos ainda não estão claros. Além disso, a suplementação preventiva, mas não terapêutica, com bactéria produtora de acetato é capaz de prevenir a exacerbação da inflamação das vias aéreas em camundongos OVx alérgicos. Os ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), como o acetato, têm sido implicados na capacidade de modular as células dendríticas (DCs) e interferir na função efetora das células Th2 e aumentar os níveis de células T regulatórias (Tregs). No entanto, os mecanismos pelos quais essas bactérias probióticas ou AGCC podem prevenir a exacerbação da inflamação alérgica das vias aéreas em camundongos OVx precisam ser identificados. Recentemente, foi descoberto que as células T de memória residente específicas do alérgeno (TRM) se acumulam após a exposição a HDM e podem mediar os sintomas de asma experimental após novo desafio. Além disso, sabe-se que o fator de transcrição, IRF4+, em células CD11c+ convencionais tipo 2 DC (cDC2) é necessário para o desenvolvimento da diferenciação Th2. Nessa proposta mostramos dados preliminares de que IRF4+ cDC2s são necessários para o desenvolvimento de TRMs. Curiosamente, a sinalização do receptor de estrogênio promove a diferenciação das células dendríticas por meio da regulação positiva de IRF4. Nossa hipótese central é que a menopausa induz a exacerbação da asma pré-existente por meio da indução de IRF4 + cDC2s e células TRM com desvio Th2, e que os AGCC são capazes de silenciar essa resposta. Compreender os mecanismos pelos quais o declínio dos hormônios sexuais femininos promove o agravamento da asma é a chave para o desenvolvimento de novos alvos terapêuticos. (AU)

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