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COVID-19 e pré-eclâmpsia: causa ou consequência?

Resumo

A pré-eclâmpsia (PE) é uma das principais causas de morbimortalidade materna em todo o mundo, especialmente em locais de baixa e média renda, onde a infecção por COVID-19 também tem apresentado maior impacto. A possível associação entre COVID-19 e PE é ainda controversa na literatura, com resultados conflitantes. O substrato fisiopatológico é a infecção pelo SARS-CoV-2 ocorrer através do sistema renina-angiotensina (RAS). O receptor de Angiotensina 2 (ACE2) é a via de infecção viral em diferentes tipos celulares e a infecção por COVID-19 reduz a sua disponibilidade e com isso altera o equilíbrio pressórico. Níveis reduzidos de ACE2 estão associados ao aumento do risco de PE. Além disso, ambas as condições cursam com intensa ativação inflamatória e vascular. Objetivo: avaliar se a infecção por SARS-CoV-2 durante a gravidez aumenta o risco de ocorrência de pré-eclâmpsia e desfechos adversos e se a determinação de fatores relacionados à angiogênese (sFLIT-1 e PlGF) pode auxiliar no diagnóstico de PE em gestantes com COVID-19. Método e Análise de dados: Estudo em duas fases. Primeira fase com avaliação retrospectiva e dosagem de biomarcadores (Elecsys® sFlt-1/PlGF automatizado) em 100 amostras armazenadas, de gestantes não vacinadas, com suspeita ou confirmação de COVID-19, correlacionando com desfechos maternos e perinatais e diagnóstico de PE. Nesta fase, a limitação está no momento de coleta do soro materno, uma coleta única, na suspeita de COVID-19, e não necessariamente no momento do diagnóstico de PE, mas poderá fornecer resultados iniciais relevantes. Fase 2 será um estudo de coorte prospectivo, com acompanhamento de 300 gestantes durante o pré-natal e investigação seriada para COVID-19 (com sorologia e RT-qPCR em 3 momentos: admissão pré-natal, 28 semanas e parto), definindo casos expostos e não expostos à infecção pelo SARS-CoV-2, para comparação de frequência de pré-eclâmpsia, desfechos maternos e perinatais e dosagem de fatores relacionados à angiogênese. Nesta fase, será considerada a vacinação (tipo vacina e número de doses), introduzindo esta variável na avaliação de expostos e não expostos. Dados quantitativos obtidos e as análises estatísticas serão avaliadas quanto a normalidade da distribuição de dados. Para a comparação de duas variáveis com distribuição normal será considerado o teste t de Student e para três ou mais variáveis com distribuição normal o teste ANOVA será o teste estatístico escolhido. Para comparações de variáveis dicotômicas, serão considerados o Qui-quadrado ou o exato de Fisher. (AU)

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