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SADIAX - tecnologia inovadora de visão computacional para monitoramento de pacientes em leitos hospitalares

Processo: 22/01729-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de julho de 2022 - 31 de dezembro de 2023
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Elétrica
Convênio/Acordo: FINEP - PIPE/PAPPE Subvenção
Pesquisador responsável:Cláudio Gurgel Pinheiro
Beneficiário:Cláudio Gurgel Pinheiro
Empresa:Hoobox Robotics Tecnologia do Brasil Ltda. - ME
CNAE: Desenvolvimento e licenciamento de programas de computador customizáveis
Município: Campinas
Pesq. associados:Dandara Thamilys Guedes de Andrade ; Youri Eliphas de Almeida
Vinculado ao auxílio:18/22605-5 - SADIAX - tecnologia inovadora de visão computacional para monitoramento de pacientes em UTI, AP.PIPE
Assunto(s):Visão computacional  Inteligência artificial  Lesão por pressão  Monitoramento  Pacientes  Queda  Número de leitos em hospital 

Resumo

Segundo dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), o Brasil possui quase 41 mil leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Metade deles foram projetados parar atender cerca de 204 milhões de brasileiros através do SUS, enquanto a outra metade está reservada para a saúde privada, para atender até 50 milhões de pessoas. Em São Paulo, o número de leitos oferecidos corresponde a 30% do número total de leitos no Brasil. Nos Estados Unidos, mais de 5.7 milhões de adultos são admitidos em UTI por ano, custando para o setor de saúde mais de 67 bilhões de dólares por ano. Quando se trata de leitos hospitalares em geral, esse número salta para 430 mil no Brasil, 64% deles, privados. A qualidade de internação e o tempo de permanência dos pacientes são fatores imprescindíveis tanto para o paciente quanto para a instituição de saúde para avaliação da experiência do serviço e sustentabilidade financeira. O monitoramento de pacientes em leitos é uma atividade crítica para a melhoria destes fatores. Quando não bem monitorado, o paciente pode ter uma estada prolongada e um risco maior de mortalidade. Sistemas de monitoramento com sensores ou não são usados para garantir o controle dos sinais vitais dos pacientes. Comportamentos críticos como agitação que podem levar a quedas ou sedação prolongada em uma mesma posição levando a risco de geração de úlcera por pressão, por exemplo, são avaliados de forma manual e as vezes subjetiva. A detecção autônoma desses comportamentos surge como um grande desafio a ser superado, tanto para proteção e segurança dos pacientes quanto para proteção financeira e jurídica dos hospitais. Controlar agitação, risco de queda e sedação é vital para segurança dos pacientes. De 20 a 30% dos casos de quedas resultam em alguma lesão. E quanto a úlcera por pressão, a prevalência dessas feridas nos hospitais dos Estados Unidos varia de 3% a 14%, enquanto nos casos em que os pacientes se encontram em repouso absoluto esse número sobe para 15% a 25%, onde o custo estimado de um tratamento é de US$ 2.000 a US$ 30.000/paciente, podendo chegar a US$ 8,5 bilhões no total. Portanto, detectar posição do corpo do paciente, para sinalizar probabilidade de ferida por pressão ou agitação para evitar quedas é fundamental. Visando minimizar ou extinguir o erro na detecção desses comportamentos, diversas investidas em tecnologias e pesquisa já foram realizadas utilizando sensores corporais, sensores nos colchões e, mais recentemente, câmeras. Entretanto, a falta de precisão vem impedindo que essas tecnologias sejam exploradas comercialmente em larga escala. Durante o FASE 2, o SADIAX tornou-se não só o primeiro sistema de monitoramento de pacientes para previsão de quedas e lesão por pressão totalmente autônomo, mas começou a agregar a funcionalidade de monitoramento de privativos (profissionais da saúde), contribuindo para melhor auditoria de escala e análise de carga horária. O SADIAX chegou ao final do FASE 2 com o seu protótipo vendido em contrato de pré-venda para implantação em mais de 100 leitos. No FASE 3, será buscada a finalização do protótipo focando em aspectos que permitirão integrar a solução aos mais diversos sistemas hospitalares, escalar para comercialização, aumentar a precisão para que possa rodar diretamente nas plataformas hospitalares, pesquisar e refinar design de telas para melhor interação dos profissionais. O objetivo da solução final é aumentar o controle do profissional da saúde sobre o estado do paciente, aumentar o nível de conforto e a qualidade de internação dos pacientes, diminuir o número de quedas em leitos e LP de maneira escalável e comercial. (AU)

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