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NERC-FAPESP: Conexões Marinhas: avaliação das causas e consequências climáticas da abertura do Atlântico do Sul e a formação do seus megadepósitos de sal

Processo: 22/02398-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de setembro de 2022 - 31 de agosto de 2024
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Oceanografia - Oceanografia Geológica
Convênio/Acordo: NERC, UKRI
Pesquisador responsável:Luigi Jovane
Beneficiário:Luigi Jovane
Pesq. responsável no exterior: Rachel Flecker
Instituição no exterior: University of Bristol, Inglaterra
Instituição-sede: Instituto Oceanográfico (IO). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados: André Pires Negrão ; Dan Lunt ; Dan Valentin Palcu ; Ian John Parkinson ; Paul Meijer
Vinculado ao auxílio:16/24946-9 - Mudanças do nível do mar e o Sistema Monçônico Global: avaliação através de testemunhos marinhos no Brasil, AP.PFPMCG.TEM
Assunto(s):Geoquímica isotópica  Modelagem paleoclimática  Influência climática  Atlântico Sul  Circulação oceânica  Evaporitos  Conexão marinha  Salinidade do mar  Pré-sal  Modelos climáticos 

Resumo

A circulação oceânica é impulsionada por massas de água com diferentes densidades. Muito disso é gerado na transição oceano-continente, onde mares próximos ao litoral têm uma conexão restrita com o oceano global, permitindo que tenham uma temperatura ou salinidade diferentes. Essas bacias marginais geralmente se formam quando as placas continentais colidem - o Mediterrâneo hoje é um bom exemplo disso; ou se desagregam - a abertura do Atlântico Sul por volta de 100 milhões de anos, quando o continente Gondwana se rompeu é o outro. A evolução dessas conexões marinhas, portanto, tem um profundo impacto nos padrões de circulação oceânica e sua intensidade pode ser essencial na transição entre as condições climáticas "greenhouse" e "icehouse". As conexões marinhas são, sem surpresa, o foco de vários projetos internacionais de perfuração científica. Quando a conexão marinha permite apenas trocas muito limitadas, grandes volumes de evaporitos podem precipitar na bacia marginal. Esses gigantes de sal, que não estão se formando hoje, podem ser suficientemente grandes para alterar a salinidade do oceano global. O mais recente gigante de sal formou-se há cerca de 5 milhões de anos no Mediterrâneo. Utilizando isótopos que respondem às diferentes proporções da água dos oceanos e dos rios que alimentam a bacia marginal integrada com "box modelling" e simulações climáticas globais, foi possível reconstruir e quantificar as trocas mediterrânicas-atlânticas e mostrar que o maior impacto climático desta conexão precede precipitação de evaporitos em vários milhões de anos. Neste projeto, propomos desenvolver e aplicar essas técnicas ao mais antigo e maior gigante de sal do Atlântico Sul, onde ainda há controvérsia sobre a localização e o momento da evolução da conexão e, portanto, o impacto climático da abertura do Atlântico Sul. Para fazer isso, estamos ampliando uma colaboração existente entre Bristol e Utrecht, onde pesquisadores lideraram grande parte da pesquisa da conexão Atlântico-Mediterrâneo para incluir pesquisadores da Universidade de São Paulo que possuem a experiência essencial na paleogeografia e cronologia das sucessões salinas do Atlântico Sul. Este é, portanto, um pedido de parceria internacional conjunto NERC-FAPESP.Ao longo de dois anos, propomos realizar trabalho de campo no Brasil liderado pela Universidade de São Paulo, análise de isótopos e GCM na Universidade de Bristol e modelagem ("box modelling") na Universidade de Utrecht. Uma reunião antecipada em Bristol para revisar os dados pilotos iniciais será seguida por um workshop de integração de dados de modelo do projeto intermediário em São Paulo. O workshop será aberto à comunidade de pesquisa em geral no Brasil e apoiaremos especificamente pesquisadores de nível de doutorado. Estudantes poderão se candidatar às bolsas de estágio (FAPESP-BEPE) para se envolverem ativamente no projeto. A última fase deste projeto atrairá pesquisadores envolvidos na pesquisa de conexões marinhas associadas à perfuração científica, três dos quais liderados por cientistas do Reino Unido. A reunião final será um fórum tanto para apresentar os resultados científicos do projeto quanto para iniciar uma aplicação EU COST-Action para apoiar a construção da comunidade científica já existente e suas atividades de pesquisa. Isso é projetado para expandir e renovar a comunidade científica envolvida com projetos de perfuração científica de longo prazo focados em conexões marinhas. (AU)

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