Resumo
A emergência de novas doenças infecciosas, como a COVID-19, relembra e reforça a necessidade de se controlar e combater microrganismos patogênicos. Ao lado de vacinas e fármacos, materiais poliméricos antimicrobianos podem desempenhar um papel importante nessa área. Com a escolha e combinação de unidades repetitivas apropriadas, já foi demonstrado que o material polimérico pode ter ação antimicrobiana intrínseca e direta (por contato) contra bactérias, vírus e outros patógenos; inclusive para uso in vivo. Mais do que isso, polímeros podem gerar artefatos com capacidade antimicrobiana, como máscaras e superfícies recobertas, que auxiliem no controle de contaminações em diversos contextos, tanto no ambiente hospitalar como no dia-a-dia da população. Em geral, conforme já amplamente demonstrado, polímeros catiônicos tendem a apresentar ação antibacteriana e os aniônicos antiviral. Mas, para além disso, a combinação das unidades repetitivas, tanto em relação à natureza de cada uma quanto à forma com que se apresentam na cadeia polimérica, pode otimizar a atividade antimicrobiana e também emprestar ao material outras propriedades como a adesão a superfícies de diversos tipos, propriedades mecânicas para geração fibras e tecidos, solubilidade ou insolubilidade no meio desejado, agregação, entre muitas outras, o que alarga em muito o horizonte de aplicações desses polímeros. Nesse sentido, propõe-se aqui o uso da técnica de polimerização conhecida como RAFT para se gerar materiais poliméricos orientados para essa aplicação e com variações sistemáticas na composição, na massa molar média, na arquitetura de copolímeros, etc., para se buscar as relações entre essas caraterísticas e as atividades antibacteriana e antiviral, que serão determinadas por testes padronizados. Nesse processo, materiais com atividade antibacteriana e/ou antiviral maximizada podem também ser obtidos. Serão usados monômeros comercialmente disponíveis, alguns que já demonstraram gerar polímeros antimicrobianos, evitando-se assim a síntese de substâncias complexas de baixa massa molar, uma estratégia que seria mais complexa e com maior custo. O domínio e uso de uma técnica como a RAFT é fundamental neste tipo de abordagem por permitir o planejamento e obtenção de materiais com arquitetura específica, como copolímeros em bloco, e, sobretudo, que apresentem boa homogeneidade tanto de massa molar como de composição, no caso de copolímeros, permitindo assim o isolamento do efeito de uma característica particular na atividade estudada. Pretende-se, ao final do projeto, ter-se gerado conhecimento capaz de facilitar o processo de obtenção de materiais poliméricos com atividade antimicrobiana otimizada a partir da elucidação da influência de determinadas características do material na sua atividade, além de conhecimento básico sobre o mecanismo de ação envolvido. (AU)
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