Resumo
As áreas agrícolas e urbanas tem se expandido e substituído áreas de vegetação nativa em um curto espaço de tempo, causando perda da biodiversidade e comprometendo a manutenção de serviços ecossistêmicos em todo o mundo. Além da diversidade biológica que abrigam, as áreas de vegetação nativa são responsáveis por prover um conjunto de serviços diretos e indiretos para a população. A Mata Atlântica - que é um dos ecossistemas mais biodiversos do planeta - fornece água para o consumo de mais de 125 milhões de brasileiros. O presente projeto tem como objetivo principal entender como a estrutura espaço-temporal das paisagens e variáveis bióticas e abióticas podem influenciar na distribuição de espécies de fauna e flora, processos ecológicos, funções ecossistêmicas e serviços ecossistêmicos associados na região do Corredor Cantareira Mantiqueira. O sítio PELD proposto já foi foco de outro projeto relacionado a conservação da biodiversidade. A partir do projeto proposto serão respondidas as seguintes perguntas: Pergunta 1: Como a perda e fragmentação da vegetação nativa influencia diferentes táxons e, quais são seus motivadores em diferentes escalas espaciais e temporais? Pergunta 2: Quais são os recursos complementares que diferentes tipos de uso e cobertura da terra (matrizes antrópicas) podem oferecer a diferentes organismos? Pergunta 3: Em quais períodos de tempo as condições oferecidas por diferentes ambientes são menos ou mais favoráveis a diferentes organismos e como isto pode influenciar componentes vitais da paisagem como a conectividade funcional? Pergunta 4: Qual é a relação entre os padrões da paisagem e a funcionalidade dos ecossistemas e como a provisão de serviços pode ser entendida com uma abordagem multi táxon em múltiplas escalas? Pergunta 5: Como a resiliência das funções dos ecossistemas variam ao longo do tempo e espaço? Pergunta 6: Como caracterizar o funcionamento e os serviços dos ecossistemas em uma abordagem espaço-temporal? Pergunta 7: Quais são as relações entre as diversidades taxonômica alfa, beta e funcional em uma abordagem multi táxon e variáveis em diferentes escalas espaciais? Para responder essas perguntas, além de iniciar uma coleta temporal de dados de biodiversidade, uma vez que, os novos dados serão comparados com a base de dados já existente, serão realizadas coletas de novos táxons e traços funcionais específicos a fim de que seja possível responder as perguntas associadas a serviços ecossistêmicos. Também serão incorporadas questões relacionadas a saúde e a condição sócioecológica do sítio PELD que ainda não foi abordada em um contexto multi-escala. Para isso, os dados de biodiversidade relacionados a mamíferos terrestres e voadores, invertebrados, anuros, plantas, peixes, aves e funções associadas serão coletados de forma padronizada e comparáveis ao banco de dados pré-existente. Os dados de diversidade (Ex: diversidade taxonômica alfa, beta e funcional) serão relacionados com uma série de variáveis de estrutura e composição da paisagem em diferentes escalas espaciais e temporais. Os dados sócioecológicos serão coletados em propriedades rurais e a partir de oficinas para que seja possível entender qual é a percepção dos produtores locais em relação ao conceito de biodiversidade e práticas sustentáveis na produção. (AU)
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