Busca avançada
Ano de início
Entree

Mecanismos moleculares envolvidos na disfunção e morte de células beta-pancreáticas no Diabetes Mellitus: estratégias para a inibição desses processos e para a recuperação da massa insular

Resumo

O Diabetes Mellitus é uma síndrome metabólica crônica que acomete centenas de milhões de indivíduos e, é causa direta de óbito de mais de 1 milhão de pessoas, anualmente. Complicações crônicas severas a ela associadas são a principal causa de cegueira e disfunção visual, amputação de membros, falência renal, neuropatias e doenças cardiovasculares. A manutenção da homeostase glicêmica é fundamental para evitar mortes e complicações nos pacientes, inclusive relacionadas a outras doenças não crônicas (ex. a Covid-19). As duas principais formas da doença são o Diabetes do tipo 1 (DM1), que corresponde a 5-15%, e tipo 2 (DM2), representando a maioria dos casos (80-85%). No caso do DM2, o surgimento da doença envolve uma predisposição genética do indivíduo, aliada a múltiplos fatores ambientais. A obesidade é um dos principais fatores que predispõe o indivíduo a desenvolver este tipo de Diabetes. Quanto ao DM1, a patogênese da doença ainda não está totalmente esclarecida, mas sabe-se que a redução da massa de células beta-pancreáticas ocorre pelo contato com células do sistema imune e ação de mediadores pró-inflamatórios como as citocinas, levando à apoptose. A redução da produção de insulina, provocada por uma perda progressiva de função ou massa das células beta, é uma característica comum ao DM1 e DM2. Neste temático, avançaremos nosso estudo investigando intervenções que auxiliem na melhora do DM, com foco principal nas células beta-pancreáticas, estudando mecanismos moleculares que atuam em sua maturação, função e massa, bem como em outros tecidos envolvidos na regulação/homeostase glicêmica, como músculo esquelético, fígado, tecido adiposo e sistema neural. Estudaremos também a participação do nervo vago e de reguladores hipotalâmicos na homeostase energética em camundongos obesos e seus reflexos sobre a fisiopatologia das ilhotas pancreáticas. Além disso, expandiremos nossa pesquisa para ilhotas de humanos, isoladas de pâncreas doados por pacientes, bem como em células "indiferenciadas" hPSC-Beta (área ainda pouco desenvolvida no país). Finalmente, informamos que nosso grupo de pesquisa conta com estrutura física e colaboradores que nos capacitam a propor esse avanço. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias (0 total):
Mais itensMenos itens
VEICULO: TITULO (DATA)
VEICULO: TITULO (DATA)