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Rede PAMPA para avaliação do impacto da degradação ambiental na dinâmica de circulação de vírus emergentes e reemergentes na região Amazônica

Processo: 22/10442-0
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2023 - 31 de janeiro de 2026
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos
Convênio/Acordo: CONFAP - Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa
Pesquisador responsável:José Luiz Proença Módena
Beneficiário:José Luiz Proença Módena
Instituição Sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Pesquisadores associados:Clarice Weis Arns ; Fabiana Granja ; Fabio Trindade Maranhão Costa ; Livia Caricio Martins ; Pritesh Jaychand Lalwani ; William Marciel de Souza
Assunto(s):Virologia  Arbovirus  Vírus sinciciais respiratórios  Metagenômica  Sorologia  Degradação ambiental  Mineração  Amazônia 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Arbovírus | Desflorestamento | metagenômica | Sorologia | Virus Emergentes | vírus respiratórios | Virologia

Resumo

Doenças emergentes e reemergentes são um crescente problema de saúde pública no Brasil e, por diversos fatores, possuem grande impacto na Região Amazônica. Essa região é caracterizada pela grande biodiversidade, é povoada, em grande parte, por uma população socialmente vulnerável e vem sofrendo com atividades antropológicas recentes promotoras de degradação ambiental. De fato, dados oficiais mostram que o desmatamento na Amazônia em 2021 foi o maior dos últimos 10 anos, ameaçando a sobrevivência de povos e comunidades tradicionais e contribuindo com a intensificação do aquecimento global. Além disso, acredita-se que essa degradação da região Amazônica pode favorecer a disseminação de vírus e a emergência de novos patógenos. Dados do nosso grupo de pesquisa mostram um aumento da circulação do vírus Mayaro (MAYV) em áreas degradadas do município de Coari em associação com atividades de extração de petróleo e desmatamento. Além disso, no estado do Pará, na região do Carajás, onde se concentra atividades de mineração, observamos um aumento significativo em casos de Leishmanioses e surtos do vírus Oropouche durante os últimos anos de estudo. Assim, neste projeto é proposto a criação da rede PAMPA que tem como objetivo avaliar como as atividades de desflorestamento provocadas pelo recapeamento da BR-319 no estado do Amazonas e da mineração na região de Carajás no estado do Pará podem impactar a disseminação de vírus emergentes e reemergentes em humanos, pequenos vertebrados e artrópodes vetores. Em um projeto inovador e ambicioso integramos um equipe multidisciplinar para identificar doenças virais emergentes e mapear doenças/agentes prevalentes em humanos, pequenos mamíferos e insetos hematófagos em regiões impactadas e não impactadas pela ação humana. Esse projeto irá promover o fortalecimento das pesquisas em rede e contribuirão para que os centros de saúde pública possam se preparar mais rapidamente contra estes patógenos. (AU)

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