Resumo
RESUMOA pandemia da COVID-19 mobilizou milhares de pesquisadores no mundo todo, os quais buscaram desenvolver tecnologias para o combate ao seu agente etiológico, o coronavírus 2 (CoV-2) da síndrome respiratória aguda grave (SARS). A infecção por esse vírus pode causar desde um resfriado brando a uma doença respiratória grave, podendo essa última ser acompanhada de inflamação sistêmica com um prognóstico ruim. Em 3 de janeiro de 2020 a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto de COVID-19 como emergência mundial, o mais alto nível de alerta da instituição.O alto número de internações e mortalidades diárias associados à depressão global nas economias pressionou a ciência a dar celeridade no desenvolvimento de vacinas. Apesar das vacinas de uso emergencial terem trazido uma diminuição no número de casos graves da doença e, consequentemente, internações, fazem-se necessárias diversas doses de reforço para a manutenção da imunidade, já que a geração de memória imunológica a longo prazo para estas vacinas é baixa. Além disso, as vacinas não impedem a transmissão, sendo relatados novos casos de COVID-19 todos os dias em indivíduos vacinados. Isso gera uma preocupação adicional quando se vislumbra a possibilidade de novos vírus mutantes conseguirem se evadir da resposta imunológica gerada pelas vacinas, o que permitiria o recrudescimento da pandemia, o que justifica a pesquisa em novas vacinas mais eficientes, de baixo custo e de fácil distribuição logística, e que sejam capazes de conter a infecção e a transmissão do SARS-CoV-2.Uma possibilidade de avanço à esta questão é a vacina baseada em vetores vivos que construímos na fase 1 do nosso PIPE. Demonstramos uma alternativa de fácil produção com ganho em escala a um custo muito baixo. Superamos o desafio de expressar proteínas virais em bactérias como a Salmonella enterica Typhimurium que obteve estabilidade administrada por via oral e sua capacidade de colonizar e induzir a geração de anticorpos da classe IgG antígeno-específicos. Além disso, demonstramos rápida adaptabilidade de intervirmos e modificarmos o vetor para aumentarmos os níveis de expressão num curto período de tempo. Os resultados obtidos pela plataforma vacinal neste trabalho aliado às perspectivas previstas para uma fase 2 deste projeto, nos dará competitividade de mercado e independência tecnológica às vacinas comercializadas para a COVID-19, além de abrir perspectivas de utilização da plataforma à outras vacinas já estabelecidas no mercado, visto que, uma vacina baseada num carreador bacteriano necessita de uma curta cadeia logística de produção que diminui os custos, podendo-se disponibiliza-la no mercado num valor muito mais competitivo que as vacinas injetáveis. (AU)
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