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Dinâmica intrametropolitana e vulnerabilidade sócio-demográfica nas metrópoles do interior paulista: Campinas e Santos

Processo: 03/09043-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Temático
Vigência: 01 de agosto de 2004 - 28 de fevereiro de 2009
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Demografia
Pesquisador responsável:Jose Marcos Pinto da Cunha
Beneficiário:Jose Marcos Pinto da Cunha
Instituição-sede: Núcleo de Estudos da População (NEPO). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisadores principais:Daniel Joseph Hogan ; Elisabete Doria Bilac
Auxílios(s) vinculado(s):09/00836-6 - XIII ENANPUR, AR.BR
Bolsa(s) vinculada(s):08/52191-6 - Vulnerabilidade das famílias residentes em áreas de risco de deslizamento em Cubatão (SP), BP.MS
07/52575-6 - Vulnerabilidade sociodemográfica e famílias na Região Metropolitana de Campinas, BP.MS
07/50368-3 - Riscos e perigos na metrópole: a vulnerabilidade do lugar em bairros de Campinas, BP.IC
06/56013-0 - Expansão metropolitana e diversidades socioambientais: proposta metodológica para a análise espacial da evolução urbano-regional da Baixada Santista através de sistemas de informações geográficas, BP.PD
Assunto(s):Região metropolitana  Migração humana  Urbanização  Mudança climática 
Publicação FAPESP:http://media.fapesp.br/bv/uploads/pdfs/Contribuições...climáticas_112_147_148.pdf

Resumo

O presente projeto busca entender a dinâmica da distribuição espacial e mobilidade populacional em duas das mais importantes regiões metropolitanas do estado de São Paulo; as consequências dessa mobilidade para a distribuição da população no espaço; e os determinantes e consequências socioeconômicas, demográficas e - ambientais desses fatores. Campinas e Santos são regiões altamente urbanizadas, cuja expansão há muito tempo extrapolou os limites municipais para os municípios dos seus entornos, onde as taxas de crescimento hoje são muito mais altas que as do município central. A questão central da pesquisa é: Quais são os fatores e processos sócio-demográficos que medeiam as consequências negativas (ou positivas) desse padrão de crescimento para as populações locais? Como operam esses fatores na capacitação da população para enfrentar diferentes tipos de risco? Enquanto o nível socioeconômico é o mais importante fator na proteção de populações dos efeitos adversos de origem social ou natural, populações em situações similares demonstram diferentes capacidades de resposta a essas perturbações. Nesse sentido é que se considera que formas de capital podem ser de igual importância. O conceito de vulnerabilidade é usado nesse projeto para dar conta das capacidades diferenciadas para a autoproteção. O enfoque é dado sobre as famílias e domicílios, e nas variáveis sócio-demográficas relevantes para evitar os impactos de riscos sociais e ambientais. A nossa hipótese é que fatores como idade, tipo de família, estágio no ciclo de vida, arranjos familiares, nível educacional, tempo de residência e a existência de redes sociais e organizações comunitárias representam reservas de capital social e humano que podem ser mobilizadas para ajudar a enfrentar riscos. O projeto analisará, primeiro, fontes secundárias - principalmente os censos de 1970, 1980, 1991 e 2000 - para produzir um retrato das características sócio-demográficas relacionadas à expansão territorial das áreas urbanas. Combinando três dimensões relativa aos capitais físico-financeiro, humano e social, a primeira etapa deste projeto busca identificar e mapear zonas de vulnerabilidade dentro das áreas urbanas das regiões metropolitanas de Campinas e Santos. De especial interesse são as áreas recentemente ocupadas nas margens das cidades da região, onde a expansão centrífuga da cidade pólo, como também de cada uma das cidades menores, resultou em áreas pouco ocupadas onde falta a infraestrutura social e ambiental básica. A demografia do urban sprawl e a importância do seu componente ambiental são fenômenos pouco estudados no país. Espera-se que o projeto, além de uma contribuição teórica, também trará importantes aportes para a compreensão dos componentes demográficos e territoriais de crescimento urbano e, especialmente, das capacidades diferenciadas de indivíduos e domicílios de lidar com os aspectos negativos desse crescimento. Considerando que os dados censitários são limitados para examinar os fenômenos em questão e, portanto, para conduzir a análise proposta, a segunda fase desse projeto inclui levantamentos amostrais da população nas duas regiões metropolitanas. As perspectivas de compreender a complexa matriz dos fatores envolvidos na redução da vulnerabilidade serão muito ampliadas pela pesquisa domiciliar. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
Secularismo brasileiro passa por reconfiguração  
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