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Validação dos benefícios do extrato da jabuticaba nos processos metabólicos relacionados à microbiota intestinal

Processo: 22/13648-8
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de abril de 2023 - 31 de março de 2024
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Ciência e Tecnologia de Alimentos - Ciência de Alimentos
Convênio/Acordo: SEBRAE-SP
Pesquisador responsável:Philipe dos Santos
Beneficiário:Philipe dos Santos
Empresa Sede:Rubian Xtract Serviços Ltda
CNAE: Fabricação de produtos alimentícios não especificados anteriormente
Comércio varejista de produtos alimentícios em geral ou especializado em produtos alimentícios não especificados anteriormente; produtos do fumo
Pesquisa e desenvolvimento experimental em ciências físicas e naturais
Município: Campinas
Pesquisadores associados:Any Elisa de Souza Schmidt Gonçalves ; Marcio Lopes ; Tuany Zambroti Cândido
Bolsa(s) vinculada(s):23/03642-5 - Avaliação da capacidade de modulação da microbiota intestinal do extrato da jabuticaba em um Simulador do Ecossistema Microbiano Humano (SEMH®), BP.TT
23/05416-2 - Avaliação e validação do conceito proposto de modulação da microbiota intestinal para o tratamento de comorbidades com o extrato da casca da jabuticaba, BP.TT
Assunto(s):Microbiota  Microbioma gastrointestinal  Substâncias bioativas  Obesidade  Antocianinas  Plinia cauliflora  Polifenóis  Extratos vegetais  Jabuticaba 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:antocianinas | Microbiota | obesidade | Plinia cauliflora | Polifenóis | Shime | Bioativos Naturais e Microbiota Intestinal

Resumo

A obesidade é classificada como uma doença crônica não transmissível (DCNT), como as doenças cardiovasculares, diabetes mellitus, doenças respiratórias crônicas e cânceres, apresentando taxa de crescimento nas últimas décadas tanto no Brasil quando no mundo, sendo considerada um problema de saúde pública mundial. Segundo a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO), no Brasil, essa doença crônica aumentou 72% nos últimos treze anos, saindo de 11,8% em 2006 para 20,3% em 2019. Ainda segundo a ABESO, o excesso de peso, ou seja, indivíduos com IMC igual ou maior do que 25, atinge 55,4% da população brasileira. O principal fator etiológico para essa doença é o balanço energético positivo crônico decorrente da elevada ingestão de energética e reduzido gasto calórico. Porém, outros aspectos podem influenciar esse desbalanço energético, como estresse, ansiedade, componentes neuroendócrinos, genéticos, dietéticos, culturais, psicossociais, além da composição da microbiota intestinal do indivíduo. Desde maneira, a microbiota intestinal é uma perspectiva que vem sendo intensamente estuda e avaliada como um possível fator endógeno importante que exerce influência na epidemiologia da obesidade. Diversos estudos científicos têm demonstrado que alterações no desenvolvimento ou composição da microbiota intestinal participam do desenvolvimento da obesidade. Pesquisadores compararam a microbiota intestinal de pessoas obesas e magras e descobriram que pessoas obesas tinham menos Bacteroidetes e mais Firmicutes do que indivíduos magros. Esta desproporção entre estes filos pode estar associada ao aumento da absorção de energia dos alimentos e aumento da inflamação de baixo grau, colaborando para o aumento de peso e o surgimento de outras disbioses. Uma vez que a microbiota desempenha uma função na obesidade, a modulação dessa comunidade bacteriana deve ter um impacto em seu desenvolvimento, assim o uso de bioativos naturais que possam modular a microbiota de indivíduos obesos ou com sobrepeso torna-se uma técnica de tratamento alternativa ao combate dessa comorbidade. A jabuticaba, conhecida como berry brasileira, apresenta concentrações altas concentrações de polifenóis e antocianinas, possuindo uma quantidade média de 314 mg de antocianinas/g de fruta que é maior do que a da uva (227 mg/g) e da amora (290 mg/g), demonstrado que a jabuticaba possui grande potencial para a complementação da alimentação humana. As antocianinas apresentam uma grande gama de atividades biológicas, as quais incluem: atividade antioxidante, anti-inflamatória e a capacidade de modulação da microbiota intestinal. Os compostos presentem na casca da jabuticaba possuem propriedades prebióticas que podem ser exploradas em formulações de produtos alimentícios de valor agregado. Além disso, diversos estudos científicos demonstraram e comprovaram os efeitos dos polifenóis presentes na casca da jabuticaba na atenuação da inflamação, no estresse oxidativo e na modulação e proteção da microbiota intestinal de modelos animais. Nesse sentindo, objetivo principal desse plano de desenvolvimento de tecnológica junto ao parceiro é a validação técnica e mercadológica dos benéficos de gerenciamento do peso e comorbidades obtido pela modulação da microbiota do extrato seco da casca de Jabuticaba (Myrciaria cauliflora) contendo altas concentrações de compostos bioativos. Os principais desafios desta proposta passam pelos campos científicos/tecnológicos, e o campo mercadológico. No âmbito científico o maior desafio é a comprovação dos benéficos do extrato da casca da jabuticaba para a microbiota intestinal pelo método SHIME (Simulator of the Human Intestinal Microbial Ecosystem) e no âmbito mercadológico o grande desfaio será demonstrar aos consumidores e prescritores a correlação entre os benefícios da modulação da microbiota intestinal e comorbidades, como obesidade e diabetes. (AU)

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