| Processo: | 22/09692-1 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de abril de 2023 |
| Data de Término da vigência: | 31 de março de 2025 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica |
| Pesquisador responsável: | Fabio Montico |
| Beneficiário: | Fabio Montico |
| Instituição Sede: | Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Campinas |
| Pesquisadores associados: | Mário Roberto Maróstica Junior ; Valéria Helena Alves Cagnon Quitete |
| Assunto(s): | Ferimentos e lesões Próstata Neoplasias da próstata Apoptose Cascas (planta) Jabuticaba Myrciaria Terapia neoadjuvante Neovascularização |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | apoptose | câncer | enzalutamida | jabuticaba | Próstata | Tramp | Lesões prostáticas |
Resumo
O câncer de próstata (CP) é o segundo tipo mais comum em homens e sua evolução requer o desenvolvimento de uma rede vascular capaz de fornecer nutrientes e oxigênio. Tal fato pode ocorrer a partir de vasos pré-existentes, nisto consistindo a angiogênese, ou através de mecanismos independentes, como a mimetização da vasculogênese (VM), processo que tem sido registrado sobretudo em tumores agressivos e metastáticos. Na próstata, a conduta preconizada para o tratamento desses estágios tumorais é a terapia de ablação androgênica (ADT), que envolve a administração de bloqueadores hormonais, como a enzalutamida. No entanto, a evolução para o chamado CP resistente à castração (CPRC), incurável e fatal, é um achado comum na prática clínica. Nesse estágio, frequentemente observa-se a aquisição de resistência à enzalutamida através de mecanismos como a regulação gênica por microRNAs (miRNAs), culminando em evasão da apoptose e aumento da capacidade tumorigênica. Assim, o desenvolvimento de novas terapias adjuvantes torna-se crucial para retardar a progressão do CPRC e prolongar a sobrevivência dos pacientes. Nesse cenário, compostos bioativos derivados de espécies vegetais como a jabuticaba (Myrciaria jaboticaba), cuja casca é rica em compostos fenólicos, têm emergido como alternativas promissoras em virtude de suas conhecidas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias associadas à ausência de efeitos colaterais significativos. Assim, o objetivo geral deste estudo será avaliar o potencial do extrato da casca de jabuticaba (ECJ) como terapia adjuvante à ablação androgênica no CPRC in vitro bem como durante o desenvolvimento desse estágio da doença no modelo pré-clínico de camundongo transgênico para o CP (TRAMP). Através deste estudo, esperamos desvendar mecanismos moleculares de atuação do ECJ sobre processos biológicos essenciais para a progressão tumoral em direção à independência androgênica, como a apoptose e a vascularização tumoral. (AU)
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