Resumo
A perda de diversidade animal como consequência dos impactos antropogênicos é uma das principais ameaças ao planeta. Esse panorama é ainda mais crítico em regiões pouco conhecidas, mas diversas do globo, como a diagonal de formações abertas da América do Sul (DVA-AS). Essa região inclui os biomas da Caatinga, Cerrado e Chaco, que possuem vegetações adaptadas a chuvas sazonais e secas severas, biotas únicas com distribuições complexas, e têm recebido menos atenção de pesquisa do que as florestas tropicais. Entender como as características abióticas destes biomas atuaram na formação da biodiversidade de pequenos mamíferos é o foco dessa proposta. Mamíferos das ordens Rodentia, Didelphimorphia e Chiroptera representam a maior diversidade de mamíferos da Caatinga e do Cerrado, e seus padrões de diversidade refletem características intrínsecas dos biomas, mas também conexões atuais e históricas com seus biomas vizinhos. No entanto, traçar ligações causais diretas entre fatores abióticos e a estruturação da diversidade dos táxons é um desafio devido à complicada dinâmica geológica e climática da região Neotropical. A integração de diferentes tipos de dados, assim como o volume de dados e os avanços metodológicos trazidos pela museômica, podem ajudar a traçar essas ligações. Para tal esses biomas serão amostrados através de expedições de campo e visitas a coleções científicas. A partir de então dois caminhos serão empregados: o primeiro englobará filogeografia comparativa acessando a (i) a variação genética e a (ii) história demográfica dos táxons, testando a (iii) sincronicidade demográfica entre comunidades, e (iv) os cenários alternativos de evolução da paisagem para os ecossistemas, além de realizar (v) previsões de tendências demográficas futuras dos táxons. O segundo caminho contribuirá para a (vi) delimitação e descrição das espécies em uma abordagem integrativa, além de (vii) estabelecer hipóteses filogenéticas para os grupos de interesse. Outros resultados esperados incluem a ampliação do acervo do MZUSP, a atualização da lista de espécies da região, a produção de uma biblioteca de barcode, subsídios para a formação de políticas públicas de conservação, publicações científicas, a formação de novos mastozoólogos e ações educativas no MZUSP. (AU)
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