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Expansão das áreas alagáveis da Amazônia durante o Holoceno e suas implicações para o balanço global de metano

Processo: 22/06440-1
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Programa Geração
Vigência: 01 de março de 2023 - 29 de fevereiro de 2028
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geologia
Pesquisador responsável:Dailson José Bertassoli Junior
Beneficiário:Dailson José Bertassoli Junior
Instituição Sede: Instituto de Geociências (IGC). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesquisadores associados:André Oliveira Sawakuchi ; Cristiano Mazur Chiessi ; Enno Schefuß ; Francisco William da Cruz Junior
Assunto(s):Amazônia  Gases do efeito estufa  Metano  Geoquímica orgânica 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Amazonia | Áreas Alagáveis | Emissões naturais | Gases de Efeito Estufa | Metano | Geoquímica orgânica

Resumo

O aumento superior a 150% na concentração atmosférica de metano (CH4) é tido como responsável por até 0.5°C do aquecimento global antrópico. A partir de 2007, as concentrações de CH4 voltaram a aumentar em taxas expressivas após quase uma década de crescimento próximo a zero. Os mecanismos por trás desse comportamento errático ainda são vagos, mas diferentes linhas de evidência sugerem que áreas alagáveis, responsáveis por quase dois terços das emissões naturais de CH4, tiveram papel significativo no padrão observado. Um debate similar, porém, em escala de tempo distinta, envolve o aumento anômalo das concentrações de CH4 a partir da transição entre o Holoceno Médio e Tardio (ca. 4-5 ka). O último relatório do IPCC (AR6) indica forte dissenso na atribuição de causas naturais ou antrópicas para esse evento. Individualizar essas forçantes é fundamental para entender as variações observadas e projetar tendências futuras para a concentração de CH4 atmosférico. Neste projeto iremos testar a hipótese de que a expansão de planícies de inundação dentro dos vales fluviais de grandes rios amazônicos contribuiu significativamente para o aumento das concentrações atmosféricas de CH4 durante Holoceno tardio. Nós apresentamos uma abordagem inovadora baseada na cronologia de formação das planícies de inundação e em biomarcadores retidos em arquivos sedimentares marinhos para investigar variações das áreas emissoras de CH4 no período estudado. Os dados obtidos nos permitirão traçar intervalos de confiança para emissões associadas às planícies de inundação em diferentes janelas temporais. Os resultados também serão comparados a traçadores geoquímicos, isotópicos e moleculares para verificar se as tendências estimadas para emissões de CH4 possuem relação direta com flutuações no padrão hidrológico da Bacia do Rio Amazonas. Espera-se dessa forma, identificar mecanismos de resposta das áreas sazonalmente alagáveis às mudanças climáticas futuras. Em paralelo, o projeto possui implicações para tópicos de grande interesse científico e social, como o aprimoramento de cenários de emissão natural para modelos climáticos e a delimitação do início dos impactos antrópicos em escala global (o 'Antropoceno'). O projeto também proporcionará o treinamento de recursos humanos e o desenvolvimento de nova linha de pesquisa no Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (IGc/USP). Esta linha terá como foco principal a aplicação de biomarcadores para o estudo de mudanças climáticas em áreas tropicais. (AU)

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