Resumo
Lodos de estações de tratamento de águas - ETAs - possuem características que tornam sua destinação um desafio. A variabilidade de composição, o baixo teor de matéria orgânica e, principalmente, os altos teores de sais de alumínio limitam consideravelmente sua aplicação direta em solos agrícolas. Sendo esta uma solução já estudada para lodos de estações de tratamento de esgoto (ETEs), que possuem teor de matéria orgânica mais elevado. No entanto, a sua estrutura mineral poderia, em princípio, ser base para a produção de peletizados que atuariam como condicionadores de solo ou como adjuvantes para sistemas de liberação controlada de fertilizantes, uma alternativa que habilitaria o alto consumo em volume do resíduo. Assim, rotas tecnológicas simples e alternativas que imobilizassem os sais de alumínio em estruturas não solúveis poderiam, aliadas a tecnologias de formulação, habilitar condições de uso agrícola deste resíduo. Portanto, propõe-se desenvolver, a partir de lodos de ETAs representativos da produção da SABESP, uma rota mecanoquímica por via úmida de produção de concentrados zeolíticos a partir de reações com KOH, e que possam ser formulados como grânulos de fertilizantes extrudados utilizando amido plastificado com ureia e compondo assim um fertilizante NK de liberação lenta. Para evitar efeitos subsequentes de precipitação de imobilização de fosfato (P), fertilizante essencial aplicado concomitantemente a NK. Testes padronizados em laboratório, casa de vegetação e campo serão realizados para avaliar a eficiência agronômica dos fertilizantes. Assim, espera-se que a integração das diferentes estratégias proporcione maior eficiência agronômica e competitividade ao reaproveitamento desses resíduos. (AU)
| Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio: |
| Mais itensMenos itens |
| TITULO |
| Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias ( ): |
| Mais itensMenos itens |
| VEICULO: TITULO (DATA) |
| VEICULO: TITULO (DATA) |