Resumo
O estudo da conservação dos anfíbios é urgente e amplo. Para que possamos compreender e atuar na preservação deste táxon devemos aprofundar os estudos nas diversas facetas da biologia dos animais, desde questões mais básicas, como taxonomia, comportamento, história natural, ecologia e evolução, mas também investigar os aspectos mais diretamente relacionados com as ameaças que este grupo sofre, como por exemplo, mudanças ambientais (fragmentação e mudanças climáticas), patógenos letais e espécies invasoras. Neste contexto integrativo é que a presente proposta se insere. Nosso grupo de estudos é multidisciplinar e deve investigar diversos aspectos da biologia dos anfíbios (essencialmente anuros), sempre com a conservação como pano de fundo. Neste projeto também prevemos a coleta e o armazenamento de uma grande quantidade de material biológico (animais, gravações de áudio e vídeo, fotografias, culturas do fungo quitrídio, swabs cutâneos e tecidos para análises moleculares) que ficarão disponíveis à comunidade científica brasileira mesmo após o término do projeto. Ao mesmo tempo, além de produzir dados e artigos acadêmicos, também propomos a produção de material de divulgação científica (um livro dos anfíbios do Brasil), para que os resultados sejam ainda aproveitados em outros tipos de produção e também transferindo o conhecimento gerado para a comunidade não acadêmica. Ainda, de maneira inédita no nosso grupo, devemos também investigar a interação entre humanos e anfíbios, para também compreender melhor a população brasileira e potencializar o seu engajamento na conservação dos anfíbios. O projeto ainda prevê formação de recursos humanos para trabalhar com a temática da conservação, em diferentes linhas de pesquisa, especialmente nos estudos com a quitridiomicose (ainda carente de laboratórios dedicados no Brasil), com espécies invasoras de anfíbios, ou mesmo com comunicação animal, onde iremos abordar linhas inéditas (ou raramente exploradas) no Brasil (por exemplo, aquela focada na audição dos anuros, e não na vocalização, como mais comumente abordada). Assim, este projeto é ambicioso e inovador em diversos aspectos e deve, com grande empenho de uma equipe especializada, contribuir com nas questões desde a história natural à conservação dos anfíbios. (AU)
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