Resumo
O câncer de próstata é a segunda causa de morte relacionada ao câncer nos homens nos Brasil. Nos últimos anos, a terapia com radiofármacos dirigida ao antígeno de membrana específico da próstata (PSMA, marcado com 177Lu ou 225Ac), surgiu como uma opção promissora para pacientes que sofrem de mCPRC e que não respondem a terapias já preconizadas. De fato, 45-60% dos pacientes com mCPRC respondem à terapia com 177Lu-PSMA, fato demonstrado por meio de diversos estudos clínicos realizados no mundo. No entanto, até o momento, a terapia com 177Lu-PSMA não é oferecida a pacientes brasileiros que já se mostraram refratários a qualquer opção terapêutica. Recentemente, demonstrou-se que o tratamento com 225Ac-PSMA pode ser alternativa eficaz para os cerca de 30% dos pacientes que não respondem ao 177Lu-PSMA. Entretanto, ainda não se sabe todos os fatores preditores que limitam ou favorecem a resposta à terapia com 177Lu-PSMA e quais características tornariam esses tumores sensíveis apenas ao tratamento com 225Ac-PSMA. Dessa forma, este núcleo tem por objetivo ampliar as alternativas terapêuticas para pacientes de câncer não-responsivos aos tratamentos atualmente disponíveis na Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES/SP) e no Sistema Único de Saúde (SUS), pela introdução de radiofármacos terapêuticos de vanguarda, 177Lu-PSMA e 225Ac-PSMA. Além disso, por meio da análise de biópsias tumorais e líquidas, pretende-se caracterizar ao nível gênico, proteômico e metabolômico, os tumores dos pacientes não responsivos à terapia 177Lu-PSMA. Para atingir esses objetivos, o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN-CNEN/SP), instituição pioneira na produção de radiofármacos no Brasil, produzirá 177Lu-PSMA e 225Ac-PSMA que serão distribuídos a uma rede parceira de hospitais e universidades de saúde de referência: o Hospital de Câncer de Barretos (HCB), Hospital das Clínicas (ICESP/HC/FMUSP), Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Essas instituições serão responsáveis pela seleção, tratamento e acompanhamento de pacientes com mCRPC bem como pela caracterização genética e molecular de pacientes não responsivos ao tratamento. Este projeto oferecerá uma melhor opção terapêutica a pacientes com mCRPC no estado de São Paulo e, avançará no conhecimento dos fatores que determinam a resistência desses tumores aos tratamentos mais modernos disponíveis. (AU)
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