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Anticoncepcionais hormonais orais de baixa dose na adolescência e repercussões sobre a massa óssea: dois anos de uso

Processo: 23/05923-1
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de julho de 2023 - 31 de dezembro de 2023
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:Tamara Beres Lederer Goldberg
Beneficiário:Tamara Beres Lederer Goldberg
Instituição Sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Adolescentes  Dispositivos anticoncepcionais  Densidade óssea  Remodelação óssea  Adolescência 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:adolescentes | anticoncepcionais | Contraceptivos | Densidade mineral óssea | Formação óssea | Remodelação óssea | Adolescência

Resumo

Objetivo: Dados sobre o uso e efeito de contraceptivos hormonais sobre a aquisição da massa óssea durante a adolescência são contraditórios. O presente estudo foi desenvolvido para avaliar o metabolismo ósseo em dois grupos de adolescentes saudáveis usando anticoncepcionais hormonais orais de baixa dose (COC). Métodos: Um total de 168 adolescentes foi recrutado de 2014 a 2020 em um ensaio clínico não randomizado e divididas em três grupos. O grupo COC1 usou 20 ¼g de Etinilestradiol (EE)/150 ¼g de Desogestrel e o grupo COC2 usou 30 ¼g EE/3 mg de Drospirenona durante um período de dois anos. Esses grupos foram comparados a um grupo controle de adolescentes não usuárias de COC. As adolescentes foram submetidas a densitometria por absorção de raios X de dupla energia e avaliação de biomarcadores ósseos, fosfatase alcalina óssea (BAP) e osteocalcina (OC) no momento basal e 24 meses após a inclusão no estudo. Os três grupos estudados foram comparados nos diferentes momentos por ANOVA, seguido do teste de comparações múltiplas de Bonferroni. Resultados: A incorporação de massa óssea foi maior entre as não usuárias em todos os locais analisados (4,85 g no conteúdo mineral ósseo (BMC) lombar) quando comparadas a adolescentes do grupos COC1 e COC2, com aumento respectivo de 2,15g e perda de 0,43g em BMC lombar (P=0,001). Ao comparar o BMC subtotal, o controle aumentou 100,83g, o COC 1 aumentou 21,46g e o COC 2 apresentou redução de 1,47 g (P= 0,005). Os valores dos marcadores ósseos após 24 meses são semelhantes para BAP, sendo 30,51 U/L (±11,6) para o grupo controle, 34,95 U/L (± 10,8) para COC1 e 30,29 U/L para COC 2 (±11,5) (P = 0,377). No entanto, quando se analisa a OC, observa-se para o grupo controle, COC 1, e grupo COC 2, respectivamente, 13,59 ng/mL (± 7,3), 6,44 ng/mL (± 4,6) e 9,48ng/mL (± 5,9), com P =0,003. Apesar da perda de seguimento ter ocorrido nos três grupos, não houve diferenças significativas entre as variáveis em adolescentes no início do estudo e entre aquelas que permaneceram no estudo durante os 24 meses de acompanhamento e aquelas que foram excluídas do seguimento. Conclusão: A aquisição de massa óssea foi comprometida em adolescentes saudáveis em uso de contraceptivos hormonais orais combinados quando comparadas às controles. Esse impacto negativo parece ser mais pronunciado no grupo que usou que utilizou contraceptivos contendo 30 ¼g EE. (AU)

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