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Preguiças vistas de cima: avaliando a abundância local da preguiça-de-coleira-do-sul (Bradypus crinitus) através de drones

Processo: 23/03892-1
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Programa BIOTA - Regular
Vigência: 01 de março de 2024 - 28 de fevereiro de 2026
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia Aplicada
Pesquisador responsável:Adriano Garcia Chiarello
Beneficiário:Adriano Garcia Chiarello
Instituição Sede: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Pesquisadores associados:Danilo Boscolo ; Fabiano Rodrigues de Melo ; Paloma Marques Santos ; Silvio Frosini de Barros Ferraz
Assunto(s):Restauração florestal  Conservação de espécies  Espécies em perigo de extinção  Bichos-preguiça 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:abundância populacional | amostragens aéreas | bicho-preguiça | Espécies ameaçadas | folivoros arborícolas | regeneração florestal | conservação de espécies ameaçadas

Resumo

Preguiças são mamíferos folívoros estritamente arborícolas. Seis espécies ocorrem no Brasil, sendo duas delas endêmicas da Mata Atlântica e ameaçadas de extinção em decorrência do desmatamento e impactos associados. Estas duas espécies ameaçadas são a preguiça-de-coleira-do-nordeste (Bradypus torquatus), encontrada entre Bahia e Sergipe e a preguiça-de-coleira-do-sudeste (B. crinitus), espécie recentemente descrita com ocorrência entre o Espírito Santo e o Rio de Janeiro. Estudos anteriores indicam que estas preguiças preferem florestas úmidas (ombrófila densa) localizadas desde o nível do mar até cerca de 1000 m de altitude. Não se sabe, todavia, qual grau de perturbação florestal é tolerado por estas duas espécies, embora estudos baseados em rádio-telemetria indiquem que florestas secundárias podem configurar habitat adequado para elas. O objetivo deste estudo é centrado, portanto, em elucidar como a abundância local da recém-descrita B. crinitus varia em função de florestas nativas em diferentes graus de regeneração. Realizaremos o estudo na micro-região Serrana do ES, onde existem populações desta espécie e evidências de regeneração florestal nos últimos 20-30 anos. A região de estudo contempla unidades de conservação e áreas especialmente protegidas pelo código florestal (áreas de preservação permanente e reservas legais), possibilitando comparações da abundância em florestas em diferentes estágios sucessionais inseridas em matrizes com variado grau de cobertura florestal. De maneira inovadora, estimaremos a abundância local com o uso de drones equipados com sensores termais (infravermelho) adequados à detecção de animais crípticos. A abundância será estimada usando modelos hierárquicos de mistura (N-mixture models) que modelam falhas de detecção sem necessidade de diferenciação dos indivíduos detectados. Além da qualidade da floresta, outras preditoras potencialmente influentes e relacionadas à composição e configuração da paisagem serão medidas e avaliadas. Os dados a serem obtidos são relevantes para estimular projetos de conservação e para embasar políticas públicas envolvendo a restauração de florestas em áreas públicas e privadas. (AU)

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