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Efeitos do treinamento físico aeróbio e do tratamento com galantamina na prole de ratos submetidos à sobrecarga de frutose: papel do reflexo anti-inflamatório colinérgico

Processo: 22/04050-1
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de setembro de 2023 - 31 de agosto de 2025
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Kátia de Angelis Lobo D Avila
Beneficiário:Kátia de Angelis Lobo D Avila
Instituição Sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Sistema cardiovascular  Estresse oxidativo  Frutose  Inflamação  Prole  Treinamento aeróbio  Cardiopatias  Galantamina  Agonistas colinérgicos 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:disfunção autonômica cardiovascular | Estresse oxidativo | frutose | Inflamação | prole | treinamento físico aeróbio | Cardiovascular

Resumo

Estudos têm relatado aumento do consumo exacerbado de alimentos manufaturados, contendo altas concentrações de frutose, o que tem sido associado ao desenvolvimento de síndrome metabólica (SM). Experimentos realizados por nosso grupo mostraram que ratos submetidos ao consumo crônico de frutose apresentaram resistência à insulina e disfunções hemodinâmicas e autonômicas associadas com um perfil inflamatório e de estresse oxidativo. Neste sentido, a via reflexa anti-inflamatória colinérgica, parece desempenhar um papel importante na resposta imunológica. Em modelos de inflamação sistêmica foi demostrado que esta via, quando ativada por meio da estimulação elétrica vagal, ou por agonistas colinérgicos, reduz a síntese de citocinas pró-inflamatórias, assim como a vagotomia e a esplenectomia abolem esse efeito. A Galantamina (GAL), um fármaco que age em neurônios colinérgicos do sistema nervoso central, também regula a atividade da via colinérgica anti-inflamatória. Além disto, são bastante conhecidos os efeitos cardiometabólicos e autonômicos benéficos do treinamento físico aeróbio (TFA). Porém, pouco ainda se sabe sobre o impacto do consumo de frutose dos pais sobre sua prole, a participação da via colinérgica anti-inflamatória, bem como os efeitos do TFA neste cenário. Assim, os objetivos do presente projeto serão: 1) investigar a participação do reflexo anti-inflamatório colinérgico, por meio da esplenectomia (E), da desnervação esplênica (D) e do tratamento com GAL (um controle positivo) nas alterações neuroinflamatórios e de estresse oxidativo da prole de genitores de ratos submetidos ao consumo crônico de frutose (protocolo 1); e 2) avaliar os efeitos do TFA, uma reconhecida abordagem não farmacológica de manejo de disfunção autonômica e inflamatória, nessa condição (protocolo 2). Ratos Wistar (genitores) serão submetidos à sobrecarga de frutose na água de beber (10%) ou ao consumo de água por 60 dias. Em seguida, os ratos serão alocados em caixas para propiciar o acasalamento. A sobrecarga de frutose para as fêmeas será mantida até o final da lactação. Aos 21 dias de vida (final da lactação) a prole dos genitores, será dividida em grupos (5 machos e 5 fêmeas por grupo) para o protocolo 1: controle (GC), frutose (GF), frutose+E (GFE), frutose+D (GFD), frutose+GAL (5mg/Kg, GFG), frutose+D+GAL (GFDG); protocolo 2: GC, GF, GFD frutose+TFA (GFT) e frutose+D+TFA (GFDT). Todos os grupos serão avaliados e comparados após 35 dias do desmame quanto a parâmetros metabólicos, hemodinâmicos, neuroinflamatórios (autonômicos e inflamatórios) e de estresse oxidativo. Os resultados deste estudo poderão contribuir para o conhecimento dos mecanismos associados as disfunções cardiometabólicas associadas ao desenvolvimento da SM, bem como servir de base para busca de futuras estratégias terapêuticas, impactando positivamente na qualidade de vida. (AU)

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