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Geologia da formacao aquidauana na porcao centro-norte do estado de mato grosso do sul.

Processo: 94/03352-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de novembro de 1994 - 30 de setembro de 1998
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geologia
Pesquisador responsável:Claudio Riccomini
Beneficiário:Claudio Riccomini
Instituição-sede: Instituto de Geociências (IGC). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Mato Grosso do Sul  Sistemas deposicionais 

Resumo

O projeto de pesquisa proposto visa identificar e caracterizar os sistemas deposicionais e a tectônica rúptil pós-sedimentar das exposições da Formação Aquidauana na porção centro-norte do Estado de Mato Grosso do Sul, entre as cidades de Aquidauana e Rio Negro. Pretende-se abordar os principais mecanismos de deposição destas rochas através da análise de fácies sedimentares e da definição dos sistemas deposicionais, além dos processos de deformação que afetaram esta unidade, pela análise de estruturas tectônicas rúpteis. Praticamente toda a porção oriental do Estado de Mato Grosso do Sul é caracterizada por exposições de rochas sedimentares da Bacia do Paraná, onde a seção paleozóica é constituída pelos grupos Paraná (formações Furnas e Ponta Grossa), Tubarão (Formação Aquidauana) e Guatá (Formação Palermo). Alguns autores têm admitido a presença de unidades pré-Furnas, atribuídas ao Grupo Rio Ivaí (v.g. ASSINE et al. no prelo). Em Mato Grosso do Sul (MS), a área de exposição da Formação Aquidauana apresenta-se como uma faixa orientada na direção NNE-SSW, de largura média de 40 km e extensão de aproximadamente 300 km, cortando praticamente todo o estado e mostrando continuidade geográfica para o Estado de Mato Grosso e para o Paraguai, onde é designada por Formação Aquidaban. As exposições da Formação Aquidauana estão condicionadas ao Planalto de Maracaju-Campo Grande, no domínio meridional do Estado de Mato Grosso do Sul, e ao Planalto de Taquari-Itiquira, na porção nordeste deste estado, e região sudeste do Mato Grosso (FRANCO & PINHEIRO 1982). Estes planaltos contornam o limite oriental da Bacia Sedimentar do Pantanal, em marcante alinhamento NNE com bordas escarpadas, que ALMEIDA (1948) atribui a movimentos verticais de idade cenozóica, que teriam soerguido as rochas da Bacia do Paraná em contraposição ao abatimento da Bacia do Pantanal. Esta conformação geomórfica proporciona boas áreas de exposição da Formação Aquidauana na porção central do estado, nas proximidades da cidade homônima, associadas a relevo escarpado, com desníveis da ordem de uma centena de metros, feição esta que se torna mais suave e menos evidente em direção às porções norte e sul do estado. (AU)