Resumo
A tipificação de fibras musculares esqueléticas em oxidativas ou glicolíticas tem grande importância, tanto para a área de histologia, quanto para área de biomarcador de diagnóstico em tempo real, notadamente na área esportiva. As análises de fenotipagem clássicas são realizadas por microscopia de imunofluorescência, usando anticorpos primários e secundários compatíveis, sendo um desafio técnico elevado, pois envolve altos custos e grande demanda de tempo no preparo de amostra. Dessa forma, a identificação e caracterização de novas técnicas de tipificação de células musculares com alta precisão e sensibilidade, menor custo e tempo de preparo da amostra, possuem grande potencial de inovação. Nesse sentido, a técnica de microscopia Raman pode ser útil para fenotipagem de células musculares, por permitir a aquisição de uma assinatura espectral específica para cada tipo de fibra muscular auxiliado com imagens microscópicas. Para essa finalidade utilizaremos músculos sóleo criopreservados que serão retirados de camundongos, posteriormente fixados em paraformaldeído (4 %) e acomodados em lâmina de vidro. O estudo de microscopia Raman será realizado na faixa espectral de 500 a 3600 cm-1, utilizando lasers com comprimentos de onda de 473, 532, 633, 785 e 1064 nm para classificar as fibras, tipo I, tipo II, tipo IIa, tipo IIx e tipo IIb, usando anticorpos primários e secundários. Além disso, outras técnicas sofisticadas de espectroscopia Raman, como o TERS (tip enhenced Raman spectroscopy), serão também estudadas para efeito de comparação com a técnica de microscopia Raman convencional para fenotipagem de células musculares. (AU)
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