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Epidemiologia e controle químico da ferrugem do pessegueiro

Processo: 94/03936-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 1994 - 30 de novembro de 1997
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitossanidade
Pesquisador responsável:Lilian Amorim
Beneficiário:Lilian Amorim
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Assunto(s):Epidemiologia  Manejo  Controle químico 

Resumo

Atualmente, a ferrugem do pessegueiro é uma doença de grande importância nos subtrópicos, devido às condições climáticas favoráveis e à inexistência de medidas de controle eficientes. Na região de Paranapanema - SP, onde o pessegueiro é a cultura predominante, a ferrugem é a doença mais importante, causando perdas significativas na produção a cada ano. A falta de dados quantitativos sobre o comportamento do patossistema T. discolor -Prunus pérsica é uma barreira na compreensão do processo doença. Devido à pequena importância do patógeno nos países de clima temperado, não há, na literatura, trabalhos consistentes sobre o desenvolvimento epidemiológico desta doença. A produção científica mais significativa com relação à ferrugem do pessegueiro vem da Austrália. Mesmo assim, estudos das relações existentes entre os fatores ambientais e o processo de infecção do patógeno são ainda escassos e pouco abrangentes. O presente projeto de pesquisa tem por objetivo a elaboração de um sistema de manejo para a ferrugem do pessegueiro, principal doença da cultura no estado de São Paulo. Este programa será aplicado a produtores de pêssego do vale do Paranapanema, através do uso de vários produtos de ação fungicida, aplicados criteriosamente (em épocas adequadas e com tecnologia de aplicação apropriada) à cultura. Para alcançar este objetivo, será realizada uma série de ensaios no Departamento de Fitopatologia da ESALQ/USP (Piracicaba) e em campos comerciais de cultivo de pessegueiro (Paranapanema). A finalidade específica de cada um dos ensaios é: 1) Quantificar o comportamento do patógeno in vitro sob diferentes condições de ambiente (temperatura e períodos de molhamento). 2) Quantificar os parâmetros monocíclicos da ferrugem do pessegueiro (período de incubação, período latente e freqüência de infecção), sob diferentes condições de ambiente (temperatura e período de molhamento). 3) De posse dos dados da influência de variáveis ambientais sobre os parâmetros monocíclicos, elaborar um modelo de previsão da doença em função do clima. 4) Caracterizar, através de testes de patogenicidade e de análises sorológicas e eletroforéticas, os agentes causais das ferrugens do pêssego, nectarina e ameixa. 5) Avaliar o efeito de fungicidas de contato e sistêmicos (in vitro) sobre a germinação e o desenvolvimento de tubos germinativos de uredósporos do fungo. 6) Avaliar os efeitos protetor, curativo e erradicante do inseticida cartap (com atividade fungicida) sobre a ferrugem, em mudas de pessegueiro. 7) Avaliar o efeito de fungicidas de contato e sistêmicos no controle da ferrugem em cultivos comerciais de pessegueiro (mudas e plantas adultas). 8) Avaliar o método de aplicação de fungicidas na eficiência do controle da ferrugem do pessegueiro. 9) Elaborar um sistema de manejo da doença empregando o modelo de simulação proposto. A metodologia aplicada a cada ensaio, detalhadamente descrita no projeto original, segue as recomendações da literatura recente em epidemiologia e controle químico de doenças de plantas. A análise dos dados será feita basicamente com a aplicação de ajustes de modelos de crescimento às curvas obtidas em cada ensaio (análises de regressão, linear ou não linear, simples ou múltipla) e, quando apropriado, com o uso de análises de variância. Os programas estatísticos Minitab, Plotit, BMDP e Sanest, e as planilhas Quatro.pro e Excel, normalmente utilizados pela equipe do projeto, serão empregados também neste caso. A grande maioria dos ensaios será conduzida com equipamentos já disponíveis no Departamento de Fitopatologia da ESALQ, como câmaras de crescimento de plantas com temperatura e luminosidade controladas, microscópios, radiômetro, computadores de mesa, impressoras, equipamentos para preparo de meios de cultura, etc. A maior parte do auxílio solicitado à FAPESP visa à condução de ensaios em campos de cultivo comercial, no vale do Paranapanema (para cumprimento dos objetivos 7 e 8), essenciais para a finalidade proposta. (AU)

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