| Processo: | 24/04654-0 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil |
| Data de Início da vigência: | 01 de julho de 2024 |
| Data de Término da vigência: | 30 de junho de 2025 |
| Área do conhecimento: | Ciências Humanas - Ciência Política - Política Internacional |
| Pesquisador responsável: | Paulo José dos Reis Pereira |
| Beneficiário: | Paulo José dos Reis Pereira |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Sociais. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | América Latina Cannabis Capitalismo Estados Unidos |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | América Latina | Cannabis | capitalismo | controle internacional das drogas | Corporações transnacionais | Estados Unidos | Integração internacional, conflito, guerra e paz |
Resumo
Diversos países, unidades federativas e cidades em todo o mundo têm flexibilizado as restrições para o uso industrial, medicinal e adulto da cannabis, sugerindo que o consenso global em torno da proibição centenária desta planta está fissurado. Tais transformações nacionais e internacionais criaram um mercado multibilionário global. Esse novo espaço social é operado por corporações, algumas já com atuação transnacional, comercializando um sem-número de mercadorias canábicas. Essa nova dinâmica capitalista da cannabis, o capitalismo canábico, tem se expandido internacionalmente e moldado o formato e conteúdo do tratamento conferido a essa droga. O objetivo deste livro foi compreender algumas das principais características contemporâneas desse capitalismo canábico. Para tanto, foi utilizada uma metodologia qualitativa envolvendo revisão de bibliografia especializada e coleta de dados variados, mesclando entrevistas, trabalho de campo, fontes virtuais e documentação produzida por distintos atores sociais, estatais e não estatais. A tese principal desse trabalho é que o capitalismo canábico é uma nova hegemonia emergente no âmbito do controle das drogas. Ele substitui a hegemonia proibicionista histórica em relação à cannabis, mas não rompe com o proibicionismo das drogas na política internacional, bem como os preconceitos, desigualdades e violências que ele engendra. Essa nova hegemonia constrói representações em torno da nova mercadoria cannabis, propagada pelas corporações de cannabis e por todos os grupos auxiliares dessa classe capitalista cada vez mais transnacional. Um movimento contra hegemônico ao capitalismo canábico tenta disputar a orientação de todas essas transformações, pautando-se por propostas progressistas de liberdade individual, justiça social e acesso à saúde. A evolução das regulações da cannabis no mundo tem sido o resultado do embate político entre essas diferentes perspectivas. (AU)
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