Resumo
O aumento de nutrientes (eutrofização artificial), especialmente compostos fosfatados e nitrogenados nos ecossistemas aquáticos, sobretudo em sistemas lênticos, proporciona um local favorável ao desenvolvimento excessivo de plantas aquáticas e fitoplâncton (algas, microalgas e cianobactérias). O excesso de fitoplâncton e de matéria vegetal nos corpos d'água, além de provocar uma reação em cadeia, causando desequilíbrio ecológico e alterações nos padrões físico-químicos da água, ao se decompor, libera quantidades significativas de gases na atmosfera, potencializando o efeito estufa. Adicionalmente, algumas espécies de cianobactérias podem liberar compostos tóxicos em eventos de florações, ocasionando intoxicação ou até a morte de organismos aquáticos e terrestres, inclusive humanos.Pesquisas recentes apontam que mais de 40% das massas de água do planeta estão eutrofizadas e preveem que as mudanças climáticas acelerarão ainda mais a eutrofização de rios e lagos a nível global. Por isso, é necessária e urgente a implementação de políticas e ações coordenadas da sociedade, poder público e empresas privadas, que garantam a preservação e uso sustentável dos ecossistemas aquáticos. No Brasil, estações de tratamento de água (ETAs), usinas hidrelétricas (UHE) e empresas que utilizam água como insumo têm investido em recursos tecnológicos e tratamento químico para garantir a qualidade da água e evitar a proliferação de cianobactérias/microalgas. No entanto, as florações são frequentes e lidar com elas representa um enorme desafio técnico, econômico e ambiental para essas companhias, especialmente durante estações do ano onde há o aumento da temperatura, intensificação da radiação solar e alterações no regime de chuvas que favorecem o desenvolvimento e acúmulo desses microrganismos no corpo d'água.Sabendo desse desafio técnico e entendendo a dinâmica das florações de cianobactérias/microalgas, a CyanoChem Soluções Ambientais tem investido em tecnologia e inovação visando práticas sustentáveis que minimizem os impactos causados pela eutrofização, sob uma ótica de economia verde. Nossa solução consiste em coletar a biomassa microalgal de ambientes e empregar tecnologias para transformá-la em insumos agrícolas com valor agregado. A exploração dos subprodutos microalgais já é uma realidade no mercado internacional nos ramos alimentício, farmacêutico e agroindustrial. Entretanto, o aproveitamento da biomassa desses microrganismos é quase nulo no cenário brasileiro.A nossa proposta é demonstrar a viabilidade técnica, por meio de pesquisa estratégica e aprimoramento de métodos para (i) coletar a biomassa microalgal de ambientes eutrofizados, (ii) identificar os compostos com potencial biotecnológico, (iii) aprimorar técnicas para seleção de substâncias bioativas de alto valor comercial (macro e micronutrientes) para solos, plantas e alimentação animal e (iv) avaliar a qualidade e segurança da biomassa como matéria-prima para o desenvolvimento de bioprodutos. Nosso projeto de P&D está em harmonia com pelo menos seis dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) no Brasil apoiados pela Organização das Nações Unidas (ONU), a saber: ODSs 3, 6, 7, 12, 13 e 14. Além disso, a biomassa microalgal captura carbono da atmosfera e, portanto, nossas atividades também estão relacionadas a energia limpa e possível utilização como crédito de carbono. (AU)
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