| Processo: | 24/15222-3 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de outubro de 2024 |
| Data de Término da vigência: | 30 de setembro de 2029 |
| Área do conhecimento: | Ciências Exatas e da Terra - Oceanografia - Oceanografia Biológica |
| Acordo de Cooperação: | Instituto Serrapilheira |
| Pesquisador responsável: | Amanda Gonçalves Bendia |
| Beneficiário: | Amanda Gonçalves Bendia |
| Instituição Sede: | Instituto Oceanográfico (IO). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Camila Negrão Signori ; Douglas Galante ; Evelyn Aparecida Mecenero Sanchez Bizan ; Fabio Rodrigues ; Francielli Vilela Peres ; Julio Cezar Fornazier Moreira ; Michel Michaelovitch de Mahiques ; Natascha Menezes Bergo ; Vivian Helena Pellizari |
| Assunto(s): | Exobiologia Cavernas Extremófilos |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | arqueias | astrobiologia | Cavernas | Extremófilos | oceano profundo | Subsuperfície | Microbiologia de ambientes extremos |
Resumo
Usaremos DNA ambiental, metagenômica e geoquímica em amostras brasileiras de subsuperfície terrestre e marinha para testar se arqueias extremofílicas não cultivadas estão sub-representadas e podem ajudar a elucidar a origem da vida complexa na Terra, sobre a adaptabilidade da vida em ambientes extremos, e se elas podem ser propostas como modelos para a busca de vida em mundos oceânicos subsuperficiais do nosso Sistema Solar. Além disso, compararemos arqueias entre subsuperfícies terrestres e marinhas para responder se elas compartilham táxons e funcionalidades que têm implicações práticas para a compreensão da habitabilidade da vida na Terra e além dela. Estudar a vida em ambientes extremos oferece insights sobre processos biológicos fundamentais, proporcionando uma janela única para a história evolutiva da própria vida. As subsuperfícies marinhas e terrestres são os maiores habitats da Terra e ainda os menos explorados. Apesar das condições extremas, a vida em subsuperfície é surpreendentemente difundida e diversificada, com estudos recentes sugerindo uma subestimação significativa da sua diversidade na Terra. Investigar comunidades e arqueias em subsuperfícies é desafiador, mas crucial para a compreensão do seu significado evolutivo e astrobiológico. Ao recuperar genomas a partir de dados metagenômicos, pretendemos descobrir novos táxons de dessas arqueias em cavernas e mar profundo do Brasil, contribuindo potencialmente para melhorar nossa compreensão da evolução microbiana na Terra. Além disso, pretendemos esclarecer o mistério que envolve se os microbiomas dos ambientes subsuperficiais marinhos e terrestres abrigam táxons e mecanismos de adaptação exclusivos ou compartilhados. Ao esclarecer lacunas na nossa compreensão da biosfera subsuperficial, esta investigação poderá oferecer insights sobre a história evolutiva e a adaptabilidade da vida microbiana em ambientes extremos, tendo implicações mais amplas para a nossa busca para descobrir as origens e os limites da vida num contexto planetário. (AU)
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