Resumo
O manejo de pragas na agricultura é um dos maiores desafios para empresas privadas, centros tecnológicos e instituições de pesquisa. O desenvolvimento de produtos com elevada eficácia, alinhados a políticas de sustentabilidade ambiental, social e governança corporativa (Environmental, Social and Governance), vem ganhando a atenção de investidores no mundo todo. Ciente das exigências do mercado interno e externo por produtos naturais, a N&P vem investindo no desenvolvimento de tecnologias disruptivas para o manejo de pragas, com o objetivo de oferecer soluções nanotecnológicas seguras e com alta eficácia, alinhadas ao conceito Safe and Sustainable by Design (SsbD). Dentro desse contexto, os resultados do projeto PIPE Fase 1 (Processo n.º 2022/05746-0) demonstraram que as nanoformulações Nano OE CR, Nano OE CA, Nano OE TO e Nano OE OR, possuem estabilidade físico-química após 30 dias de experimento, mantendo tamanhos de partículas abaixo de 200 nm e índices de polidispersividade menores que 0,5. A Nano OE OR foi escolhida para ensaio em limas ácidas 'Tahiti', o qual demonstrou que a formulação foi capaz de proteger os frutos contra a infecção da bactéria X. citri. Além disso, os ensaios de citotoxicidade realizados em linhagem de queratinócitos HaCaT, mostraram que o produto não interferiu na viabilidade destas células. O ensaio realizado em Tenebrio molitor demonstrou que o produto também não apresentou toxicidade aguda após 48 horas de exposição. Perante o exposto, além de dar entrada no pedido de patente para proteção intelectual das nanoformulações, a N&P pretende dar prosseguimento ao projeto, avançando para a Fase 2, onde estão previstos os ensaios de beneficiamento em ambiente real para frutas cítricas, manga e pimentão. As nanoformulações também serão testadas junto a defensivos agrícolas, frequentemente usados para controle de pragas, para avaliar se possuem efeito sinérgico. No mais, a partir da constatação do potencial antimicrobiano apresentado pela base 8:2 QTS/AS na Fase 1, bem como suas propriedades físico-químicas adaptáveis através da variação da concentração dos polímeros, começamos a pivotar, junto a produtores de hortifruti, novas aplicações para este produto, tendo surgido então a ideia de aplicação como um gel de plantio ou ainda, como um diluente, que atuará como adjuvante para defensivos ou insumos pouco solúveis em água. Além disso, a blenda polimérica de quitosana e alginato de sódio permitiu a criação de um novo produto, uma membrana funcional que poderá ser aplicada como carreador de fertilizantes, pesticidas, condicionador de solo, além de outras possibilidades. A capacidade de formação de filme da base 8:2 QTS/AS possibilita ainda, a sua aplicação como curativo em processos de enxertia, promovendo a cicatrização acelerada e proteção da planta contra patógenos invasores. (AU)
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