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Caracterizacao floristica e fisionomica da floresta atlantica sobre a formacao pariquera-acu, na zona morraria costeira do estado de sao paulo

Processo: 94/05934-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de junho de 1995 - 30 de novembro de 1996
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Botânica - Fitogeografia
Pesquisador responsável:Reinaldo Monteiro
Beneficiário:Reinaldo Monteiro
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil
Assunto(s):Florística  Mata Atlântica 

Resumo

O complexo vegetacional atlântico recobre a parte sul do Planalto Atlântico e toda a Província Costeira do estado de São Paulo. E a única área contínua de Mata Atlântica do Estado que, devido ao histórico de ocupação, ainda preserva grande parte da vegetação original. A Zona da Morraria Costeira localiza-se nos baixos vales dos Rios Ribeira de Iguape e Juquiá, apresentando aspectos do relevo que a individualizaram de outras áreas litorâneas da região sudeste brasileira, compreendendo uma das poucas regiões de relevo suave ondulado, contrastante com as áreas serranas que a envolvem. Trata-se de uma zona limítrofe com a Baixada Litorânea e a Serrania Costeira, sendo portanto um ecótono que pode apresentar peculiaridades do ponto de vista vegetacional. Na Zona da Morraria Costeira predomina a Formação Geológica Pariquera-Açu, onde desenvolveram-se dois tipos de solos contrastantes: Latossolo Amarelo (Ultic Hapordothox) e Podzólico Vermelho Amarelo (Epiaquic Hapludult) sendo o objetivo deste trabalho realizar o levantamento florístico dos remanescentes existentes sobre esses dois tipos de solo, definindo assim os tipos de vegetação existentes na área, correlacionados com os aspectos pedológicos. Para o levantamento florístico serão locados transectos de 2 x 100m em áreas de LA e PVA sob floresta do mais avançado estágio de sucessão. Os transectos em áreas de LA serão realizados em áreas da Estação Experimental de Pariquera-Açu, pertencente ao Instituto Agronômico, e os transectos localizados em áreas de PVA serão locados em áreas de particulares. Serão feitas ainda caminhadas aleatórias de coleta, amostrando todos os indivíduos em fase reprodutiva. Como resultados teremos: a elaboração de uma chave analítica, baseada em caracteres vegetativos, para o reconhecimento das espécies arbustivo-arbóreas do local; identificação espécies raras e endêmicas existentes na região; caracterização fisionômica dos remanescentes florestais estudados, considerando aspectos silvigenéticos e a caracterização sucessional das espécies; comparações florísticas com outras áreas de Mata Atlântica. Com estes resultados pretende-se identificar áreas para preservação e fornecer subsídios às atividades de conservação da Mata Atlântica, contribuindo para a elaboração do zoneamento e plano de manejo dos remanescentes naturais da região. (AU)