Resumo
A citricultura paulista é a mais avançada do mundo em produtividade, qualidade de fruta e suco de laranja, pesquisa e desenvolvimento, transferência de tecnologia e sustentabilidade. A pujança produtiva dessa importante cadeia do agronegócio paulista desdobra-se em significativos valores econômicos, sociais e ambientais. Entretanto, a competitividade e os benefícios econômicos, sociais e ambientais da cadeia produtiva dos citros estão sob ameaça de problemas fitossanitários que afetam a cultura. Este Centro de Pesquisa Aplicada visa ao desenvolvimento de medidas inovadoras e sustentáveis para o manejo de doenças e pragas dos citros. Seu foco inicial estará voltado ao entendimento e controle do Huanglongbing dos citros (HLB), a mais devastadora e temida doença da citricultura mundial. A incidência desta doença no cinturão citrícola paulista passou de 0,6% de árvores sintomáticas em 2008 para 38,1% em 2023, com consequente aumento no risco da produção de citros. O aumento progressivo da doença, sobretudo após 2020, deve-se principalmente ao aumento do inóculo (presença de árvores infectadas no campo) e do vetor, devido a práticas culturais e à resistência a inseticidas. Atualmente não há medidas terapêuticas para o controle da doença, nem cultivares resistentes. O CPA irá atuar em três grandes linhas temáticas de pesquisa: uma de cunho acadêmico, envolvendo o entendimento das interações patógeno-planta-vetor, e duas de cunho aplicado, envolvendo o controle da bactéria e de seu vetor e medidas de mitigação de danos. A pesquisa acadêmica irá abordar aspectos da fisiologia e bioquímica de plantas doentes, histopatologia, genética da interação planta-patógeno-vetor e efeito de mudanças climáticas nessa interação. Parte de seus resultados irão nortear a descoberta de novas formas de controle. Ainda assim, concomitantemente à pesquisa acadêmica, serão também desenvolvidas e avaliadas outras formas de manejo da doença, com produção de cultivares de citros modificadas por edição gênica e transgenia, aplicação de novos agentes físicos, químicos e biológicos promissores, tecnologias inovadoras de formulação e de aplicação de produtos, como nanopartículas distribuídas por veículos não tripulados, medidas de mitigação de danos e perdas econômicas, com modificações no manejo da cultura e modelagem dos danos futuros em áreas novas e em áreas tradicionais de cultivo. Essa força tarefa de pesquisa incluirá 75 pesquisadores de Instituições nacionais e estrangeiras. Os resultados da pesquisa deverão ser transferidos ao setor citrícola com apoio do Fundecitrus e de órgãos vinculados à Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo. Ações de educação em todos os níveis de conhecimento deverão ser realizadas pelos membros do Centro em diferentes municípios do Estado de São Paulo. (AU)
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