Resumo
Nesta nova proposta, temos como objetivo dar continuidade ao projeto iniciado anteriormente (FAPESP 2021/10098-4), cuja vigência encerrou-se em 31/07/2024. O objetivo principal desta nova proposta é a realização, in vitro, do metabolismo de contaminantes emergentes, pelas principais enzimas do citocromo P450 (CYP450) envolvidas no metabolismo de fármacos. Além disso, será avaliada a capacidade dessas moléculas em diminuir a atividade dessas enzimas. Com o intuito de aprimorar a predição de inibição e interação in vivo, utilizaremos neste trabalho a modelagem PBTK (do inglês - physiologically-based toxicokinetics). Esta parte do estudo será conduzida em colaboração com a Profa. Natália V. de Moraes, da University of Florida (EUA). Os dados cinéticos in vitro gerados permitirão a posterior extrapolação in vivo dos resultados e a predição de interações, contribuindo assim para um melhor conhecimento dos riscos associados a esses compostos. Nossa motivação para a continuidade deste projeto está baseada nos resultados de estudos anteriores, que indicaram uma importante participação das enzimas do CYP450 no metabolismo dos substratos avaliados e um grande potencial de inibição dessas enzimas. Embora existam pesquisas que avaliam a toxicidade, ecotoxicidade e impacto ambiental de contaminantes emergentes, e apesar do contato humano com essas moléculas, seja no ambiente de trabalho, seja pela ingestão de alimentos ou de água contaminada, ainda são escassos os estudos que avaliam a interação desses compostos com as enzimas do CYP450 utilizando modelos humanos. Nesse contexto, nosso grupo de pesquisa tem se destacado como pioneiro. Nesta nova proposta, que será detalhada nos parágrafos seguintes, nossos estudos se concentrarão na análise de três classes de contaminantes emergentes: (i) praguicidas, incluindo glifosato, malation, ciflumetofen e cletodim; (ii) compostos perfluoroalquílicos e polifluoroalquílicos (PFAS), como PFOA, PFOS, HFPO-DA, DONA e F-53B; e (iii) os principais ativos utilizados em formulações de fotoproteção, que incluem octinoxato, octocrileno, avobenzona, benzofenona-3, homossalato e octissalato. (AU)
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