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Efeito neuroprotetor e anti-inflamatório do canabidiol em modelo de doença de Parkinson acompanhada ou não de periodontite

Processo:25/13560-1
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Regular
Data de Início da vigência: 01 de outubro de 2025
Data de Término da vigência: 30 de setembro de 2026
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Periodontia
Pesquisador responsável:Elaine Aparecida Del Bel Belluz Guimarães
Beneficiário:Elaine Aparecida Del Bel Belluz Guimarães
Instituição Sede: Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Município da Instituição Sede:Ribeirão Preto
Vinculado ao auxílio:23/16182-2 - Canabidiol no tratamento de transtornos neuropsiquiátricos: novos caminhos, AP.TEM
Assunto(s):Doença de Parkinson  Neuroinflamação  Neuroproteção  Neurofisiologia 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Doença de Parkinson | Neuroinflamação | Neuroproteção | periodontia | Neurofisiologia

Resumo

A doença de Parkinson (DP) é uma doença neurodegenerativa crônica caracterizada pela perda de neurônios dopaminérgicos na substância negra, levando a sintomas motores e não motores que comprometem a qualidade de vida (Jankovic, 2008). A periodontite é um foco de inflamação periférica, induz liberação de citocinas pró-inflamatórias (TNF-¿, IL-1¿), as quais cruzam a barreira hematoencefálica, ativam micróglia e agravam a neurodegeneração (Holmes & Butchart, 2011). Jacob et al., (2024), mostraram que em ratos a lesão dopaminérgica acompanhada de periodontite, ocorre aumento de déficits motores e neuroinflamação estriatal, comparados aos controles sem ligadura. Dentre as estratégias terapêuticas, o sistema canabinóide é um alvo promissor para tratar doenças neurodegenerativas como Parkinson e Alzheimer (Fernández-Ruiz, J. et al. 2009). O canabidiol (CBD), fitocanabinoide não-psicoativo, modula as vias TLR4/NF-¿B e NLRP3, reduzindo citocinas pró -inflamatórias e estresse oxidativo, com efeito neuroprotetor (Silvestro et al., 2023; Zuardi et al., 2017). O CBD modula a inflamação nos tecidos periodontais reduzindo a expressão de citocinas pró-inflamatórias tanto em modelos in vitro quanto in vivo, em parte por inibir a via inflamatória RANKL/RANK e migração de neutrófilos e ativar a via antioxidante (Jirasek et al., 2024; Chen et al., 2023; Napimoga et al., 2009). Em modelos animais de doença de Parkinson o CBD reduziu marcadores de neuroinflamação, incluindo citocinas pró-inflamatórias e ativação glial, aumentou citocinas anti-inflamatórias, e reduziu a degeneração dos neurônios dopaminérgicos, proporcionando melhora do comprometimento motor (Santos et al., 2024; Wang et al 2022; Giuliano et al 2021; Mattos et al., 2024). Em modelo experimental de periodontite os animais tratados com CBD apresentaram redução significativa na perda óssea alveolar e de citocinas pró-inflamatórias (Guimarães et al., 2008). Esse projeto é inédito e avaliará, em ratos, a influência do tratamento com CBD) na gravidade da lesão de neurônios/terminais dopaminérgicos (parkinsonismo, infusão de 6-OHDA no estriado) quando combinada com inflamação periférica oral (periodontite). Serão analisados comportamento motor, o efeito anti-inflamatório e neuroprotetor (estriado, substância negra, perda óssea alveolar e reabsorção óssea). (AU)

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