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Células linfóides inatas do tipo 3 na interface do sistema imune e sistema nervoso

Processo:25/01409-7
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Jovens Pesquisadores
Data de Início da vigência: 01 de outubro de 2025
Data de Término da vigência: 30 de setembro de 2030
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Leandro Pires Araujo
Beneficiário:Leandro Pires Araujo
Instituição Sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Município da Instituição Sede:São Paulo
Pesquisadores associados:Alessandro dos Santos Farias ; Alexandre Alarcon Steiner ; Alexandre de Castro Keller ; Alexandre Salgado Basso ; Marco Aurélio Ramirez Vinolo ; Niels Olsen Saraiva Câmara ; Pedro Manoel Mendes de Moraes Vieira
Assunto(s):Neuroimunologia 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Autoimmunity | mucosal immunology | Neuroimmunology | Type 3 innate lymphoid cells | Imunologia

Resumo

A microbiota é uma comunidade complexa de microrganismos que coexistem em associação com o corpo humano. O sistema imunológico é uma rede de células e moléculas que contribuem para o funcionamento e proteção do organismo. Sabe-se que a microbiota desempenha um papel fundamental na homeostase e na resposta imune do hospedeiro. Assim, a mucosa intestinal possui vários tipos de células da imunidade inata e adaptativa, que desempenham um papel essencial na distinção entre organismos comensais e patógenos. Além disso, o intestino contém seu próprio sistema nervoso, o sistema nervoso entérico, que participa da comunicação importante dentro do eixo intestino-cérebro. Recentemente, foi demonstrado o papel essencial da microbiota no eixo intestino-cérebro, modulando a função homeostática e a inflamação no sistema nervoso central. Dentro deste contexto complexo, o papel da resposta imune à microbiota é um fator crucial para a proteção e a homeostase do hospedeiro (2). As células linfoides inatas do tipo 3 (ILC3s) e as células T auxiliares CD4+ do tipo 17 (Th17) desempenham um papel importante na resposta a bactérias e na autoimunidade. Nesse contexto, o presente projeto tem como principais objetivos: 1) avaliar o papel de bactérias específicas e das ILC3s na geração de neuroinflamação, e 2) avaliar o efeito do sistema nervoso simpático (SNS) nas ILC3s durante a inflamação intestinal. Para alcançar esses objetivos, usaremos estratégias envolvendo a deleção de comunidades bacterianas ou a colonização de animais com bactérias específicas em camundongos germ-free (o laboratório em construção é financiado pela FAPESP) no desenvolvimento de encefalomielite autoimune experimental (EAE). Além disso, utilizaremos camundongos deficientes em ILC3s para avaliar a neuroinflamação no sistema nervoso central (SNC). As ILC3s expressam receptores adrenérgicos alfa-2a e alfa-1b (ADRA2 e ADRA1B) e podem responder a estímulos derivados do SNS. Portanto, trataremos farmacologicamente células ILC3 in vitro com agonistas e antagonistas dos receptores ADRA2A e ADRA1B e analisaremos o papel desses receptores na ativação e produção de citocinas pelas ILC3s. Além disso, geraremos camundongos com ausência específica de ADRA2A e ADRA1B nas ILC3s, chamados de camundongos Adra2a¿ILC3 ou Adra1b¿ILC3, para avaliar a inflamação intestinal e a neuroinflamação na ausência de sinalização adrenérgica nas ILC3s. Esta investigação é crucial para entender como as ILC3s e a microbiota podem influenciar e potencializar a neuroinflamação. Além disso, é essencial compreender como a neuromodulação nas ILC3s pode alterar a inflamação intestinal e as doenças inflamatórias intestinais. (AU)

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