Resumo
A intensificação dos eventos climáticos extremos, especialmente os períodos de estiagem, tem comprometido significativamente a produtividade agrícola, em especial em culturas sensíveis como o milho (Zea mays L.). Nesse contexto, os hidrogéis vêm sendo estudados como alternativa promissora para mitigação do estresse hídrico, devido à sua capacidade de retenção de água no solo. No entanto, pouco se conhece sobre sua persistência funcional ao longo de ciclos de cultivo e os efeitos residuais sobre o desempenho fisiológico das plantas. Este projeto tem como objetivo avaliar os efeitos residuais dos hidrogéis na mitigação do estresse hídrico no milho, correlacionando-os com a taxa de decomposição desses materiais no solo. O estudo será conduzido em casa de vegetação, com três ciclos consecutivos de cultivo, sendo o hidrogel aplicado apenas no primeiro. Serão utilizadas duas formulações de hidrogel (carboximetilcelulose e poliacrilato de sódio) em diferentes doses. As avaliações incluirão trocas gasosas, fluorescência da clorofila, biomassa, enzimas antioxidantes e parâmetros de estresse oxidativo. Paralelamente, será conduzido um experimento de decomposição dos hidrogéis com base na evolução de CO¿ em respirômetros, estimando-se a cinética de degradação e o tempo de meia-vida dos materiais, com e sem presença de palhada. Espera-se que os resultados subsidiem recomendações mais sustentáveis e eficientes quanto ao uso de hidrogéis em sistemas agrícolas, considerando sua durabilidade funcional e os benefícios à tolerância das plantas ao estresse hídrico. (AU)
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